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70% dos óbitos são de idosos
20 de agosto de 2021De cada dez mortos por covid-19 no Brasil atualmente, quase sete são idosos, segundo novo boletim do Observatório do Observatório Covid-19 da Fiocruz, divulgado na noite dessa quinta-feira (19). O avanço da vacinação entre as pessoas mais jovens e o fato de o vírus continuar circulando intensamente no País explicam a razão de o segmento mais vulnerável da população voltar a representar a maior parte dos óbitos pela infecção, mesmo com duas doses de vacina.
O texto também confirma que pela oitava semana consecutiva foi observada redução do número de casos, internações e óbitos no País. O Rio, contudo, vai em direção inversa à tendência.
A proporção de idosos entre o total de casos de internação por covid já esteve em 27,1% na semana 23, entre 6 e 12 de junho. Agora, nas semanas 31 e 32, de 1 a 14 de agosto, o porcentual é de 43,6%.
No caso dos óbitos, comparando com a mesma semana 23, o salto foi de 44,6% para 69,2%, mostrando claramente a reversão da tendência anterior, que era de rejuvenescimento da pandemia.
“Com relação aos óbitos, a mudança é mais dramática: há novamente uma concentração de óbitos nas idades mais longevas, com completa reversão da transição da idade ocorrida nos meses anteriores”, informa o novo boletim.
Isso não quer dizer que os imunizantes não funcionem, como frisam sempre os especialistas. Pelo contrário, a vacinação reduz significativamente o número de casos graves e óbitos. Nenhuma vacina, porém, é 100% eficaz.
Diante da alta circulação do vírus, é esperado que o número de casos e mortes aumente proporcionalmente na faixa etária mais vulnerável. Além disso, é natural que a imunidade caia após alguns meses da vacinação. Por isso, cientistas pedem mais atenção às medidas de prevenção.
Em geral, em todo o País, os números de casos e óbitos por covid vêm caindo de forma sustentada nas últimas oito semanas. A taxa de mortalidade geral do Brasil diminuiu 0,9% ao dia. A taxa de incidência de casos de covid foi reduzida em 1,5% diariamente.
A exceção, no entanto, é o Rio de Janeiro, onde avança a variante Delta, que é mais transmissível. No Estado, a ocupação dos leitos hospitalares destinados à infecção está em 70%. E já chega a 92% na capital.
“A sensação artificial de que a pandemia acabou é a responsável por um relaxamento das medidas de prevenção”, alertam os pesquisadores.
BOLETIM
Ontem, o Ministério da Saúde registrou 979 novas mortes em função do novo coronavírus. Com isso, o Brasil tem agora a soma de 572,6 mil pessoas que faleceram após serem infectadas pelo Sars-CoV-2 ao longo dos últimos 17 meses.
Em relação aos novos casos, os testes realizados em todos os estados apontaram 36.315 novas infecções confirmadas em território nacional, também segundo ao Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, em março de 2020, mais de 20,4 milhões de brasileiros já contraíram a doença do novo coronavírus.
Delta: proteção cai com o tempo
Um estudo feito pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, concluiu que as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, ambas utilizadas no Brasil, são eficazes contra a variante Delta, mas o nível da proteção tende a cair com o tempo.
A pesquisa em formato preprint (sem revisão dos pares), publicada ontem, também apontou que a carga viral dos pacientes infectados pela Delta, mesmo após imunizados, é maior do que entre aqueles que contraíram o vírus por outras cepas.
Mais transmissível, essa variante tem preocupado autoridades e desacelerado planos de reabertura econômica pelo mundo.
Ao todo, o estudo analisou 2,58 milhões de testes PCR referentes a mais de 380 mil adultos, entre dezembro de 2020 e maio deste ano, quando a variante Alfa, identificada originalmente no Reino Unido, era a principal causa das novas infecções.
Os dados foram comparados com outros 811,6 mil testes de quase 359 mil adultos, coletados entre maio e agosto, já com a predominância da Delta.
TEMPO CRUCIAL
Os resultados apontam para a eficácia de ambos os imunizantes contra a variante , após a aplicação das duas doses dos dois imunizantes. O estudo se limitou à análise de adultos. No caso da vacina da Pfizer, foi encontrada eficácia de 94% contra a Delta 14 dias após a segunda dose. Esse índice caiu ao longo do tempo, chegando a 90%, 85% e 78%, quando passados 30, 60 e 90 dias.
A mesma tendência foi encontrada para a AstraZeneca, que 14 dias após a aplicação da segunda dose apresentou eficácia de 69% contra a Delta. Com uma queda menos abrupta, este índice chegou a 61% passados 90 dias da segunda aplicação.
Outra descoberta foi a de que a carga viral de pacientes infectados pela Delta, mesmo após tomarem duas doses da vacina, era muito maior do que aquela encontrada entre os casos de infecção pela Alfa, por exemplo. Ainda não é claro o que isso significa exatamente, mas uma das implicações é a confirmação de que a Delta é altamente mais transmissível.
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