As empresas de telefonia celular do Brasil estimam que o setor vai precisar de 10 mil antenas a mais para ampliar a oferta do serviço 4G, principalmente nas cidades-sede da Copa das Confederações. No Recife, as operadoras cumpriram suas metas e já estão com o seu marketing na rua vendendo o serviço, dentro do cronograma firmado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de oferecer o serviço até abril. A estratégia das empresas foi a de aproveitar a rede própria de cerca de 720 antenas já erguidas, para instalar os equipamentos que rodam na quarta geração. A Claro informa que o seu sinal 4G já cobre 100% do município e das áreas próximas da Arena Pernambuco. São 105 antenas de um total de 133 que a operadora tem no Recife. A TIM informa que 56% (84 antenas) de seu 151 sites já estão rodando na nova tecnologia. A Oi e a Vivo não informaram quantas antenas e qual a abrangência do serviço na capital pernambucana.
Para acelerar e baratear os investimentos, as empresas de telefonia móvel também estão firmando parcerias. A Oi e a TIM fizeram contrato de compartilhamento de rede para a LTE em 2,5GHz (frequência do 4G), de olho na Copa das Confederações, com a TIM ficando responsável pela implantação da rede de acesso no Recife e a Oi nas outras capitais sede. Em troca, a operadora italiana vai instalar a tecnologia em São Paulo, Natal e Curitiba para as duas empresas.
A Claro, que foi a primeira operadora a cumprir a meta de instalação do 4G, ressalta que não teve problemas com a Prefeitura do Recife na instalação de seus equipamentos. O relacionamento com o poder municipal, por conta de licenças de uso, é uma das principais preocupações do setor para expandir o serviço.
"No Recife foi tranquilo, tivemos apoio do poder municipal. Mas o reaproveitamento de 80% dos sites para a instalação do 4G foi decisivo para dar velocidade ao processo", disse o diretor regional da Claro, André Peixoto.
O custo dos aparelhos e dos planos ainda é a principal barreira para a ampliação da demanda pelo serviço, que oferece velocidades de tráfego de dados acima de 50 megabits por segundo. Para se ter uma ideia, a Claro tem pouco mais de 3 mil clientes no serviço desde seu lançamento em dezembro.
A operadora que tem um posicionamento mais agressivo é a TIM, que está praticando os mesmos preços dos planos de 3G, sem custo adicional, ao contrário das concorrentes. "Esse modelo é um benefício que oferecemos para os usuários numa ação inovadora da TIM, num momento em que a tecnologia 4G ainda é uma novidade", disse o diretor de marketing da companhia, Roger Solé.
Como tradicionalmente acontece, as operadoras oferecem descontos nos aparelhos para o cliente que contratar um serviço pós-pago. No 4G, o aparelho mais badalado que roda na rede LTE brasileira, é o Galaxy S4, de R$ 2.500. O LG Optimus F5 é uma das opções de entrada (R$ 1.200). As operadoras também comercializam modens para notebooks e tablets 4G.
Para os planos de dados, as operadoras limitam o volume de tráfego entre 2 Gigabytes e 6GB. Essa medida corresponde à quantidade de dados trafegados e não à velocidade da transmissão.
Fonte: Jornal do Commercio