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Vicunha pode ter débito com o Estado

 

Depois de um período de calmaria, a polêmica em torno do fechamento da unidade da Vicunha Têxtil, no Estado, voltou à pauta, ontem, em audiência pública sobre o assunto, na Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O presidente da Comissão de Defesa da Cidadania, deputado Roberto Leandro (PT), apresentou documento encaminhado pelo deputado federal petista Paulo Rubem, segundo o qual a indústria deixou em aberto um débito de R$ 4,6 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com o Estado. Representante da empresa no encontro, o gerente geral de Recursos Humanos da Vicunha, Robson Togni, rechaçou a acusação e afirmou que a empresa sempre esteve em dia com suas obrigações fiscais.

Paulo Rubem afirmou à reportagem do Jornal do Commercio que os débitos estão inscritos na dívida ativa do Estado e os dados foram obtidos por vias legais. A Secretaria da Fazenda, no entanto, procurada para confirmá-los, informou que a Lei de Sigilo Fiscal impede a divulgação dessas informações pelo governo.

O deputado federal comentou que o levantamento do débito será incluído em uma representação a ser encaminhada, na próxima sexta-feira, ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), para que seja apurada ainda uma possível existência de sonegação fiscal.“A existência desse montante inscrito na dívida ativa do Estado não significa que não possa haver mais débitos”, disse o parlamentar, segundo o qual a empresa deixou o Estado após gozar de incentivos fiscais durante quase uma década, para transferir sua produção para o Ceará.

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