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Um ano de atraso e ainda sem previsão

8 de janeiro de 2015

O Túnel da Abolição, no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife, deveria estar pronto há um ano. Iniciado em 2013 e previsto para ser entregue em janeiro do ano passado, o equipamento de 287 metros de extensão, orçado em R$ 16 milhões, é uma promessa para reduzir o entrave no trânsito entre a Avenida Caxangá e a Rua Real da Torre. Problemas com desapropriações, achados arqueológicos e chuva atrasaram a inauguração, causando transtornos para motoristas, usuários de transporte coletivo, moradores e comerciantes do entorno. Segundo a Secretaria das Cidades do Estado, não há previsão para entrega do túnel.

No local, há várias pessoas trabalhando, aplicando revestimento nas paredes laterais e instalando o sistema de drenagem. Um trecho da saída do túnel ainda está sendo asfaltado. Parte do teto está aberta, mas devidamente isolada com grades. Ao redor da construção, a promessa de implantar projeto paisagístico, com áreas verdes, também não está pronto. O que se vê são entulhos e mato alto.

A escavação começou em março de 2013 e deveria ter sido concluída em dez meses, a tempo da Copa do Mundo, como parte das obras do Corredor Leste-Oeste do BRT (que liga o Centro do Recife a Camaragibe). Nesse período, a Prefeitura do Recife modificou o trânsito várias vezes para viabilizar a construção, desviando o tráfego para vias auxiliares, com menor capacidade, como a Rua José Osório, gerando trânsito e sufoco. Além disso, 17 imóveis foram demolidos.

Motoristas e usuários de transporte público têm enfretnado engarrafamentos, e comerciantes da Rua Real da Torre e o Museu da Abolição sofrem com a falta de movimento. Três lojas fecharam por causa da queda no número de clientes.

TRANSTORNOS
A moradora da Madalena Tarciana Costa, 31 anos, é usuária do sistema público de transporte e relata problemas. "A obra está demorando e traz muitos transtornos. Passo muito tempo no trânsito, no cruzamento da José Osório com a Avenida Caxangá por causa da mudança no tráfego. Isso provoca engarrafamento nos dois sentidos da via."

A Secretaria das Cidades informou que a pavimentação da última etapa já foi concluída e resta apenas o recapeamento das placas de concreto. É necessária também a instalação do sistema de drenagem, para evitar alagamentos e concluir a obra. Segundo o órgão estadual, essa parte está levando tempo por causa de lençóis freáticos embaixo do túnel. Por medidas de segurança, a empresa responsável avalia uma forma de sanar o problema. A parte que falta no teto será corrigida. Sobre o projeto paisagístico, 21 árvores foram plantadas ao redor do túnel.

De acordo com a secretaria, falta concluir 13 estações do Corredor Leste-Oeste. Entre elas, só quatro têm data para serem entregues: a Estação Padre Cícero, ainda este mês, a Benfica, em março, e as Belmino 1 e Belmino 2, até maio deste ano.

Fonte: Jornal do Commercio

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