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Tudo azul nas contas do estado

2 de fevereiro de 2016
Pernambuco fechou 2015 no azul. O saldo positivo de R$ 329 milhões nas contas, por sua vez, não garante folga para 2016. Este ano será de ginástica para fazer os gastos terem resultados o mais eficaz possível em cenário de arrecadação incerta. Para se ter ideia, os números saudáveis confirmam os gastos acima do que é exigido pela Constituição, como os percentuais obrigatórios destinados à saúde e à educação. As chuvas recentes também ajudam e já fazem os gastos com carro-pipa serem realocados para outras demandas. Atrapalhando a vida do estado, a arrecadação de janeiro já frustrou, apresentando queda de 5% comparando com o primeiro mês de 2015, mesmo com o realinhamento de alíquotas já em vigor.

De acordo com o secretário da Fazenda do estado, Márcio Stefanni Monteiro, outro ponto positivo do resultado primário das finanças públicas diz respeito aos gastos com a folha de pagamento. “Fechamos com o gasto de 46,19% da receita corrente líquida para despesas com pessoal. Esse número nos tira do limite prudencial e nos retorna ao limite de alerta”, explica. Segundo ele, trata-se de um resultado do Plano de Contingenciamento de Gastos, que resultou em economia de R$ 974 milhões nas despesas de 2015, acima da previsão de R$ 920 milhões. 

Segundo a Controladoria Geral do Estado, foi possível economizar, por exemplo, R$ 36 milhões em locação de veículos e equipamentos; R$ 37 milhões em diárias; R$ 260 milhões em serviços terceirizados; R$ 8,2 milhões em telefonia fixa e móvel, R$ 5,1 milhões em combustível; R$ 4,3 milhões em passagens aéreas; R$ 1,3 milhão e passagens e diárias internacionais; R$ 10,9 milhões em consultorias; e R$ 7,8 milhões em publicidade.

Ajustes
Stefanni afirmou que 2016 será novamente de “pente-fino” nas contas. “Em educação, foram gastos 26,6%, quando o mínimo é de 25%, e 16,2% na saúde, sendo a obrigação de 12%. Vamos continuar olhando para os números, pagando em dia a folha e tentando manter os serviços prestados pelo governo”, descreve. Sobre os atrasos em pagamento de fornecedores, o secretário assume a falta de pagamento. “Ocorrem de maneira pontual, mas é restabelecido de forma rápida”, explica. “Cerca de 80% de todas as despesas do estado vão para saúde, educação e segurança. É possível reduzir as despesas, mas ninguém quer menos saúde ou menos policiais nas ruas.”
A atividade econômica apresenta dois lados já no início de 2016. “Caiu arrecadação em janeiro por conta do desemprego e da economia em baixa, principalmente por perda de contratos nos estaleiros. Mas temos alento de barragens sangrando e chuvas fazendo a atividade agrícola movimentar no interior, além de indústrias sendo anunciadas e que vão colaborar com a arrecadação”, destacou.

Fonte: Diario de Pernambuco

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