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Tecidos oriundos de São Paulo apreendidos
21 de outubro de 2011
Por
suspeita de ser lixo hospitalar, 14 toneladas de retalhos foram
apreendidas, ontem, no posto fiscal da Secretária da Fazenda
(Sefaz), na BR-232, em São Caetano, no Agreste. Entre a carga foram
localizados vários pedaços de tecido com inscrições de hospitais
brasileiros e também de motéis. O material vinha em um caminhão-baú
de São Paulo com destino a cidade de Santa Cruz do Capibaribe. A
principal hipótese é que os retalhos seriam vendidos como
forro de bolso para confecções da região.
O diretor do
posto fiscal não foi autorizado a falar com a imprensa. Em nota
oficial, a Sefaz comunicou que ao iniciar a conferência da carga, os
auditores fiscais verificaram indícios de irregularidades e, em uma
medida preventiva e de segurança, acionaram a Apevisa para
verificação da mercadoria. O caminhão, de placa KJJ-1066, ficou
retido até a chegada de técnicos da Apevisa, que retiraram amostras
do material para análise. Na carga de tecidos comuns, misturados a
outros com emblemas de hospitais como Uniclinic, do Ceará; Santa
Izabel, na Bahia; e Metropolitano de São Paulo. Alguns deles
apresentavam manchas amareladas e marrons. Outros tecidos encontrados
no caminhão tem inscrições da empresa Antonio Prudente e dos
motéis Magnum e Espelho D’Àgua.
O motorista do caminhão,
que preferiu não ter o nome divulgado, contou que trabalha como
prestador de serviço para a empresa paulista JL, e era a primeira
vez que trazia mercadorias para este cliente. “Fui escalado para o
serviço e carga fechada. Saí de São Paulo no sábado, onde peguei
a mercadoria em uma loja no bairro do Brás e trazia para Santa Cruz,
onde o dono da mercadoria tinha outra loja. Mas não sei nem o nome
dele, nem me lembro do da loja”, contou o caminhoneiro. Os dados
estavam todos na nota fiscal da carga, mas não foram revelados pela
Sefaz. Há 12 anos fazendo transporte o homem garantiu que nunca
tinha feito transporte de algo parecido. “Retalho com nome de
hospital é a primeira vez que eu vi, e só soube que estava
transportando isso quando os fiscais abriram”, comentou. As
amostras do material foram recolhidas pelos técnicos da Apevisa para
constatar se há material contaminante. Até o resultado dos testes
toda a carga ficará em um galpão da Fazenda.
Fonte: Folha de Pernambuco
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