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Tarifa de água já subiu 12,1%

22 de maio de 2015

Os três aumentos da conta de energia dos últimos quatro meses atingiram a tarifa de água que terá um reajuste de 3,51% a partir do dia 20 de junho. É o segundo aumento que ocorre este ano no serviço prestado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e nos últimos cinco anos é a primeira vez que isso acontece. O primeiro aumento deste ano foi de 8,35% e entrou em vigor em 20 de março último. Significa dizer que neste ano o consumidor já está pagando 12,16% a mais pelos serviços da Compesa. É quase 50% a mais do que a inflação prevista para 2015 que deve ficar em 8,31%.

Os reajustes da conta de luz trouxeram uma alta de 39,60% nos custos da Compesa com energia que representa 11% de todas as despesas da distribuidora. Para se ter uma ideia, a conta de luz da estatal em dezembro custou R$ 11,2 milhões. Em abril, subiu para R$ 14,2 milhões (sem contabilizar o reajuste anual de energia que entrou em vigor em 29 de abril). Em junho, custará R$ 15,7 milhões.

Além do reajuste de abril que é anual, a conta de energia teve aumento em janeiro com o início da cobrança da bandeira tarifária, uma espécie de gatilho repassado ao consumidor quando está alto o custo da produção de energia, e outro em março, quando houve o reajuste da bandeira tarifária e uma revisão extraordinária para bancar parte da energia gerada pelas térmicas. "A concessionária pode pedir uma revisão (aumento) extraordinária quando acontecem fatos fora do controle da empresa que comprometem o seu equilíbrio econômico financeiro", explica o diretor de Regulação Econômico-Financeira da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), Hélio Lopes. A Arpe regula o aumento na conta de água.

PEDIDO

A Compesa pediu 6,76% de aumento extraordinário. O percentual concedido pela Arpe ficou em 3,51% porque a diretoria da Arpe não aceitou dois itens propostos pela estatal: a atualização da inflação entre fevereiro e maio e o repasse do custo da bandeira tarifária no prazo de 12 meses que provocaria um acréscimo de 21% na conta de luz da companhia. "A bandeira tarifária pode sair a qualquer momento da conta de energia. Não é possível repassar um custo até janeiro de 2016 em cima de expectativas", afirma Hélio. No aumento recente, a Arpe contabilizou os custos da bandeira tarifária vermelha entre fevereiro deste ano e julho próximo, o que representou um acréscimo de 16,04% na conta de luz da estatal. Segundo Hélio, caso continue sendo cobrada a bandeira vermelha entre agosto deste ano e fevereiro de 2016 isso "entrará" no cálculo do reajuste a ser anunciado em fevereiro do próximo ano. A bandeira vermelha resulta num acréscimo de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh).

Para o diretor de Gestão Corporativa da Compesa, Décio Padilha, todas as previsões indicam que a bandeira vai continuar vermelha até 2016 e a Arpe deveria ter reconhecido isso no período de agosto a janeiro na tarifa da Compesa. "A conta de energia aumentou R$ 4,5 milhões por mês. Se continuar desse jeito, quebra a Compesa. Com a seca, temos que bombear mais e usar a energia no horário de pico, caso contrário as pessoas ficam sem água", conta Décio.

A cobrança da bandeira tarifária foi o aumento de energia que mais impactou a tarifa da Compesa. O reajuste de março trouxe um acréscimo de 3,88% nas despesas com energia da estatal e o anual da Celpe (o de abril) um impacto de 10,91%. Nos últimos cinco anos, a água só não foi reajustada em 2012, ano que coincidiu com a última eleição para o executivo municipal. A Compesa pertence ao governo do Estado.

Fonte: Jornal do Commercio

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