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Tabela do Imposto de Renda tem perda de 60%
27 de fevereiro de 2007
A tabela de pagamento do Imposto de Renda (IR) está defasada em 60%, mesmo considerando as correções feitas nos últimos anos. Isso quer dizer que o governo deveria ainda corrigir a tabela em 60% para que o contribuinte comprometa este ano a mesma parcela do salário que era obrigado a pagar em 1996. Os cálculos foram feitos pela consultoria Ernst & Young.
Desde 1996, a tabela foi reajustada em 17,5% (2002), depois em 10% (2005), em 8% (2006) e 4,5% este ano. Mas esses aumentos não foram suficientes para compensar todo o período em que ela ficou congelada e não acompanhou a inflação.
Quem recebia oito salários mínimos em 1996, por exemplo, era isento do IR. Hoje quem está nessa faixa de renda contribui com 27,5% para o Leão. Nesse período, o salário mínimo, já descontada a inflação, teve um ganho de 50%. Mas a tabela do IR sofreu uma variação abaixo até da inflação.
Para entender melhor o que aconteceu com a renda do trabalhador, basta observar o quadro ao lado. Se for verificado o que aconteceu com um trabalhador com renda de R$ 1,4 mil em 1996, percebe-se que o tributo sofreu uma alta de 60%. Isso porque esse trabalhador era descontado mensalmente em 5,36% com o IR naquela época. De lá para cá, considerando a correção pelo IPCA, a renda subiu para R$ 2.685,10 e a mordida do Leão passou a ser de 8,78%.
Quem recebia R$ 5 mil em 1996, por sua vez, ficava com 20,30% da renda comprometida com o IR. Esse trabalhador, tendo o salário corrigido pela inflação, receberia R$ 9.589,64 hoje, mas teria 22,26% da renda descontada para pagar o tributo.
A partir deste ano até 2010, o governo federal vai corrigir a tabela do IR em 4,5% ao ano. Frederico Good God, gerente-sênior de Consultoria Tributária da Ernst & Young, explica que o percentual está atrelado à meta da inflação anual. “A intenção do governo é manter a tabela atualizada daqui para frente. Essa medida é positiva porque existe uma preocupação de não gerar mais perdas, mas ela é tímida se consideramos a defasagem de 1996 até hoje”, avalia Good God. O especialista explica que se o governo ficar na base da correção anual de 4,5%, considerando uma inflação de 3,14%, as perdas seriam zeradas somente num prazo de 23 anos.
Good God lembra que o IR no Brasil também é injusto porque tem apenas três faixas de contribuição (zero, 15% e 27,5%). “Em outros países, onde há muitas faixas, a classe média é tributada em 20%. Aqui é em 27,5%”, compara. Para se ter uma idéia, a Argentina tem sete faixas e o Chile tem oito.
Fonte: Jornal do Commercio
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