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Supermercados terão “voto de confiança”
10 de junho de 2014Os órgãos de fiscalização vão continuar de olho na qualidade dos produtos oferecidos pelos supermercados na Região Metropolitana do Recife (RMR), porém, após quatro meses de operações intensas (veja arte), resolveram dar uma espécie de crédito de confiança aos estabelecimentos. Ontem, cerca de 170 representantes do setor supermercadista participaram de uma reunião promovida pela Vigilância Sanitária do Recife no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade de Pernambuco (UPE), no bairro de Santo Amaro. Em conjunto com o Procon-PE, a Delegacia do Consumidor, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o encontro apresentou o resultado das vistorias realizadas de março a junho e divulgou um check-list de autoinspeção que os supermercados estão obrigados a realizar. Trata-se de uma lista com 120 itens, divididos em 20 áreas, que funciona como um roteiro para regulação dos estabelecimentos. A relação está disponível a partir de hoje no site da Vigilância Sanitária.
A lista inclui todos os itens a serem vistoriados no depósito de alimentos e outros itens como o controle de pragas e o armazenamento de alimentos resfriados e congelados. Conforme o documento, todo o fluxo de entrada e saída da mercadoria deve ser acompanhado.
"Esperamos que os supermercados possam ter um novo olhar, implantando uma cultura de alimento seguro para o consumidor", pontua a a gerente de Vigilância Sanitária do Recife, Adeílza Ferraz.
De acordo com a gerente de fiscalização do Procon-PE, Solange Ramalho, algumas irregularidades têm sido corriqueiras. "Durante as fiscalizações, as principais irregularidades são produtos com data de validade vencida, produtos do setor de hortifrúti estragados, enlatados amassados e presença de insetos", diz.
O promotor Maviael de Souza acredita que o encontro foi mais uma oportunidade para os donos dos estabelecimentos se informarem e não correrem o riscos de verem as lojas interditadas. "O setor está sendo avaliado e pressionado a mudar. É importante que os consumidores tenham acesso a produtos de qualidade e esperamos que eles se adaptem e se legalizem", diz. Ele ainda destacou que a fiscalização não vai parar e que um procedimento para inspeções em mercados públicos já foi aberto. "Ainda não temos uma previsão de quando as fiscalizações vão começar. Queremos, antes, resolver a situação dos supermercados", afirma.
Para Geraldo da Silva, dono do Varejão Jardim Piedade, em Jaboatão, o consumidor vai sentir no bolso o processo de regularização dos supermercados.
"Diante do que está acontecendo, vamos acabar comprando de um único fornecedor, e essa restrição vai fazer com que os preços aumentem", alega o proprietário.
Segundo ele, os preços do fígado e dos peixes, por exemplo, já aumentaram.
Jailson Lopes, proprietário do mercado Iguaçu, localizado no Ipsep, concorda que, se a fiscalização não for estendida, quem se regulariza pode ser prejudicado.
Fonte: Jornal do Commercio
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