Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias da Fenafisco

Sindicatos não apoiam programa

9 de julho de 2015

Faltou combinar com os sindicatos. Mesmo com o apoio das maiores centrais sindicais do país, o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) não foi bem acolhido pelos trabalhadores dos primeiros setores econômicos – sucroalcooleiro, metalúrgico, automotivo, de componentes eletrônicos e de produção de carne – que podem aderir à redução de jornada com a redução de salários. Com os preços em alta e uma inflação acumulada chegando perto dos 9%, será difícil convencer o assalariado a renunciar a uma fatia da renda mensal.

No setor sucroalcooleiro, onde existem os trabalhadores do campo e da indústria (usinas), os canavieiros desaprovam o PPE. O presidente da Fetape, Doriel Barros, diz que o programa é inviável porque os salários do campo são muito baixos, R$ 12 acima do mínimo de R$ 788. Outra dificuldade é a sazonalidade do cultivo da cana, quando cerca de 80 mil pessoas ficam desempregadas na entressafra. “Não trabalhamos com essa possibilidade.” Já o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha, destaca que a medida é importante para preservar os empregos na entressafra e períodos de sazonalidade. Ele lembra que os sindicatos devem submeter os acordos às convenções coletivas do trabalho. 

Dulcilene Moraes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil no estado, diz que a categoria não vai assinar acordo para reduzir os salários. Até maio, a construção fechou 108 mil postos de trabalho no país. “Não vamos aderir às soluções feitas dentro de quatro paredes sem consultar o trabalhador. Cada sindicato tem sua autonomia e realidade.”

Henrique Gomes, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, é favorável ao programa, mas deixa claro que a categoria terá que decidir em assembleia. Desde novembro de 2014 foram demitidos 5 mil metalúrgicos no estado. Ele aponta como dificuldade a dívida das empresas com o FGTS e o INSS. Para entrar no PPE as empresas não podem estar irregulares. Para o sindicato patronal, o programa não funciona para as indústrias que trabalham sob encomenda, como a metal-mecânica. “A alternativa é demitir e arcar com o ônus de perder mão de obra qualificada”, afirma Alexandre Valença, presidente do Sindicato da Indústria Metal-Mecânica.

Fonte: Diario de Pernambuco

Mais Notícias da Fenafisco