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Sindicato dá dicas ao consumidor

1 de outubro de 2006

 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE), Joseval Alves, reconhece o problema e diz que o consumidor pode adotar precauções para não ser lesado. A categoria aconselha o motorista a pedir provas de qualidade do combustível, checar medidores, se informar sobre a distribuidora e exigir a nota fiscal no ato da compra. “É uma garantia para o cliente e ele deve proceder desta maneira em qualquer posto. Se não existe nenhum comprovante, como ele vai reclamar algum problema futuro?”, questiona o presidente.

Sobre o fenômeno dos postos clonados no Estado, Joseval Alves reconhece que a prática deve ser combatida se for comprovado o prejuízo para o consumidor e para o setor.

O presidente demonstrou preocupação com o teor da reportagem por temer uma interpretação errada da população. O receio dele é que o consumidor confunda clones com os postos de bandeira branca – aqueles que não têm vínculo com grandes companhias e podem vender combustível de qualquer distribuidora. Segundo Joseval, é comum o motorista procurar postos de marcas tradicionais acreditando no respaldo e no tempo de existência da bandeira no mercado. Esses argumentos são válidos na opinião dele, mas não devem ser os únicos.

Joseval Alves lembra que existem distribuidoras regionais e postos de bandeira branca sérios e íntegros operando em Pernambuco e que oferecem ao consumidor produtos de alta qualidade. “A seriedade está com o administrador e não com a bandeira. Problemas existem em todas as áreas”, argumenta.

Ele diz que o consumidor muitas vezes procura o preço baixo e deixa de observar detalhes importantes. “Preço não é parâmetro para medir a qualidade do combustível. Valor baixo não é sinônimo de baixa qualidade e valor alto não é garantia”, observa. Uma dica simples dada pelo sindicato aos motoristas é abastecer em postos situados perto do local de trabalho ou da residência do consumidor. Assim, o motorista passa a conhecer melhor a rotina do posto, dos funcionários e a prestação de serviços.

Procurada pelo JC para saber quais medidas podem ser adotadas em relação aos clones, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só pode punir um posto revendedor caso ele tenha documentação comprovando que pertence a uma bandeira e compre combustível de outra. A prática é chamada de infidelidade à bandeira, infração punida com a interdição do posto. No caso de postos bandeira branca, a exigência da Portaria 116/2000 da ANP é que ele identifique na bomba a distribuidora onde compra o combustível.

Fonte: Jornal do Commercio

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