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Sinais claros de recessão

22 de agosto de 2014

RIO E RECIFE – O Brasil registrou o menor saldo de criação de vagas de trabalho com carteira assinada para julho desde 1999. O total de empregos formais gerados no mês foi de 11.796, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Segundo o ministro da pasta, Manoel Dias, o País chegou "ao fundo do poço, mas a partir de agosto haverá uma retomada do ritmo de criação de empregos."

Outro dado negativo divulgado ontem foi em relação à inadimplência. Segundo a Serasa Experian, o número de consumidores inadimplentes no Brasil chegou a 57 milhões em agosto deste ano e bateu recorde para o mês. É o maior número desde 2012, quando o levantamento da empresa apontou 52 milhões de pessoas inadimplentes em agosto. No mesmo mês de 2013, foram registrados 55 milhões (leia matéria ao lado). Os dois dados, do emprego e da inadimplência, dão uma dimensão clara do desaquecimento econômico do País. Não é à toa, portanto, que o governo Dilma Rousseff vem tentando estimular o consumo através de medidas que liberam crédito e desburocratiza operações como compra de imóveis e de carros. O Planalto teme que uma possível recessão tenha efeitos nas eleições de outubro.

O saldo de criação de vagas é 71,5% inferior ao de julho do ano passado, quando foram geradas 41,5 mil vagas. O resultado de junho já havia sido ruim. Naquele mês, o total de vagas criadas (25.363) foi o pior para o mês desde 1998. De janeiro a julho, foram criados 632,2 mil novos postos no País. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número de julho é a diferença entre 1,746 milhão de contratações e 1,735 milhão de desligamentos.

Embora classifique a conjuntura atual como "fundo do poço", o ministro Manoel Dias defendeu que o País continua criando vagas, ao contrário de muitos países no mundo, que sofreram forte impacto no mercado de trabalho em decorrência da crise. Julho é o quarto mês seguido com fechamento de vagas na indústria de transformação. No mês, houve uma queda de 15,4 mil postos no saldo de vagas nesse setor. Ainda assim, segundo Dias, o governo ainda espera que o ano termine com saldo positivo de vagas nesse setor.

Nos meses de maio e junho, a desaceleração da indústria levou à redução das contratações e aumento das demissões. "Em junho tivemos decréscimo, redução do número de trabalhadores dispensados. Esperamos que agora, no Caged de agosto, ele venha positivo", disse.

Outros setores que puxaram o fraco desempenho foram o de ensino, com menos 3.219 vagas, e o de serviços de alojamento e alimentação, com menos 1.231 postos – baixa registrada no mês de encerramento da Copa do Mundo.

O ministério justifica que as férias escolares explicam o resultado do setor de ensino. Os setores de serviço e agricultura foram os que mais contribuíram para o saldo de contratações do mês, com a criação de 11,9 mil e 10 mil vagas, respectivamente.

Fonte: Jornal do Commercio

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