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Setores se queixam
16 de junho de 2006
Alta carga tributária e modelo fiscal complexo são apontados pelos setores do comércio e da indústria como responsáveis pelo elevado número de autos de infração aplicados pela Receita Federal. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Recife), Sílvio Vasconcelos, confirma que para fugir das obrigações fiscais alguns comerciantes agem de má fé, adquirem mercadorias sem nota para não pagar impostos. “A sonegação leva à concorrência desleal. As empresas que cumprem com suas obrigações ficam em desvantagem em relação aos que não pagam os impostos”, diz.
Vasconcelos aponta a alta carga tributária – em média de 40% nas atividades empresariais – como uma das causas da sonegação. Em segundo lugar o representante do setor lojista diz que existe ainda a cultura enraizada de ganhar por meios ilícitos. O presidente da CDL aposta que a tendência é de redução dos autos de infração, porque os fiscos estão equipados e com alto grau de tecnologia. Os números do IBPT não surpreenderam. “Sabemos que é mais fácil controlar a indústria e o setor de serviços do que o comércio varejista”, resume.
O consultor tributário da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Humberto Vieira de Melo, diz que as empresas do setor industrial têm maior dificuldade de acompanhamento do crédito tributário porque é a única atividade econômica na qual incide o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Como o IPI funciona no sistema de crédito/débito é mais difícil o controle do tributo. Ele concorda que a carga tributária é grande e o sistema tributário complexo, o que estimula a aplicação dos autos de infração. Em sua opinião, a indústria pontua com o maior índice de vulnerabilidade por conta do sistema do IPI.
Fonte: Diário de Pernambuco
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