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Rombo pode chegar a R$ 70 bilhões em 2015

21 de outubro de 2015

O rombo nas contas públicas pode passar de R$ 50 bilhões em 2015, o equivalente a 0,85% do Produto Interno Bruto (PIB), e chegar a R$ 70 bilhões, de acordo com os novos cálculos do governo. A meta, que alertou para um déficit primário pior que o esperado até então, foi atualizada ontem, após reunião da equipe econômica com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, e aguarda oficialização da presidente Dilma Rousseff.

Não é a primeira vez que a meta fiscal é revista. O governo inicou 2015 prometendo alcançar superávit primário de R$ 66 bilhões até o fim do ano, o equivalente a 1,1% do PIB. Com o aprofundamento da crise econômica e a incapacidade do Executivo de implementar as medidas de ajuste necessárias, as perspectivas foram se deteriorando. Em julho, a meta foi reduzida para apenas R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB), e ainda ficou condicionada à arrecadação de R$ 26 bilhões em novas receitas, com renegociação de dívidas, repatriação de recursos e concessões. Frustradas essas expectativas, o resultado foi a nova revisão, ontem.

A diferença de R$ 116 bilhões entre as expectativas de janeiro e outubro mostra a falência da gestão das contas públicas, segundo o economista Felipe Leroy, do Ibmec/MG. “Trata-se de uma mudança muito significativa nos números, um erro grotesco e difícil de justificar. Ter uma inversão da conta é um resultado alarmante, que dá sinal muito ruim para o mercado.” 

O foco do governo, agora, é o de regularizar as pedaladas fiscais de 2015, que acrescentariam R$ 40 bilhões aos cálculos. Para evitar um processo de impeachment de Dilma, a intenção é pagar, ainda este ano, pelo menos uma parte do valor. “Essa urgência é explicada porque eliminar as pedaladas de 2015 reduz a chance de que a presidente perca o cargo, já que ela não pode sofrer impeachment tendo como argumento manobras feitas no governo anterior”, disse o professor de economia João Luis Mascolo, do Insper.

Para descaracterizar as pedaladas, é preciso eliminar o rombo gerado pelo uso dos bancos oficiais para financiar programas do governo. Uma das maneiras é acertando as contas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao qual são devidos quase R$ 25 bilhões – dívida que o Tesouro pretende quitar e receber em troca antecipação na forma de pagamento de juros de empréstimos.

Fonte: Diario de Pernambuco

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