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RMR: mais 76 mil desempregados

30 de julho de 2015

A Região Metropolitana do Recife perdeu 76 mil postos de trabalho em junho deste ano, comparado ao mesmo mês de 2014. O dado faz parte da edição mais recente da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Dieese, que também aponta estabilidade no índice de desocupação de junho em relação a maio deste ano, em 13,5%.

Segundo o Dieese, que divulgou as informações ontem, o contingente de desempregados no mês passado foi de 245 mil pessoas. A maior parte delas (169 mil) está no chamado desemprego aberto, caracterizado por desempregados que procuraram uma oportunidade nos últimos 30 dias de quando foram entrevistados. O restante está no oculto (veja detalhes no quadro ao lado).

O Recife teve, em junho, a terceira maior taxa de desemprego entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas. Em relação a junho do ano passado, quando o índice estava em 12,9%, a capital pernambucana teve alta de 0,6 ponto percentual. A PED é a terceira pesquisa sobre desemprego divulgada nas últimas semanas. O quadro acima explica a diferença entre ela e outra medição mensal, a PME. Além disso, há o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que mede apenas o movimento de contratações e demissões do emprego formal, com carteira assinada. Há, ainda, a Pnad Contínua, que, embora também seja do IBGE, tem alguns conceitos diferentes da PME, como a caracterização do desemprego, além de ser mais abrangente e ter resultados mais detalhados.

CONSTRUÇÃO

Segundo a PED de junho, a construção civil é o segmento que mais sentiu os cortes, com recuo de 6,6% no nível de ocupação – ou nove mil postos de trabalho a menos – na comparação mensal. Em relação a junho de 2014, o setor teve queda de 12,4%, ficando em segundo lugar em termos de retração, atrás da indústria de transformação (-16,6%).

O diretor de relações trabalhistas do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon PE), Érico Furtado Filho, prefere se basear no Caged, que aponta o corte de 1.766 vagas no setor em junho, atrás do de serviços (-4.468). De todo modo, ele avalia que a construção vem sendo afetada pelo corte dos investimentos federais, incluindo atrasos nos repasses do programa MinhaCasa, Minha Vida, que, embora já estejam em regularização, impactaram os projetos das construtoras e, consequentemente, resultaram em cortes de pessoal. “Tudo isso contribuiu para demissões e diminui- ção de ritmo”, pontua.

Ele acrescenta que a retomada da construção está ligada à economia do País, mas o setor vai sobreviver independentemente disso. “Se a demanda não vier de necessidades de infraestrutura pública, virá de outras fontes. Vamos continuar buscando alternativas para manter nosso papel na economia do País”, comenta. 

Fonte: Jornal do Commercio

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