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Revés do Palácio na Assembleia Legislativa

2 de fevereiro de 2015

Após uma série de polêmicas envolvendo a sua candidatura para o quinto mandato consecutivo à frente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT) foi chancelado ontem por 38 dos 49 parlamentares da Casa Joaquim Nabuco e permanece na presidência até 2017. Uma marca histórica e difícil de ser batida por algum legislador pernambucano. Por tabela, o pedetista também elegeu o seu candidato (ainda que não declarado) à Primeira Secretaria, o deputado Diogo Moraes (PSB). 

Com os resultados da eleição, a nova legislatura da Assembleia, já no primeiro dia de expediente, também deu sinais à gestão do estado de que, diferentemente do que aconteceu nos últimos oito anos, não aceitará tão facilmente as decisões do Palácio do Campo das Princesas. O candidato Lula Cabral, apoiado pelo governo, teve apenas 15 votos.

Com duração total de quase três horas (tempo maior que as votações da Câmara Federal e do Senado), o clima foi marcado por discursos ácidos contra a reeleição do pedetista, eleito com 10 votos a menos que na eleição passada. Os deputados Rodrigo Novaes (PSD) e Edilson Silva (Psol), que também concorriam à presidência, subiram ao plenário em defesa de suas candidaturas, sem deixar de atacar a recondução de Uchoa. Edilson afirmou que a Assembleia tornou-se “uma casa domesticada ao poder Executivo” desde que Uchoa assumiu a presidência. 

Novaes foi mais incisivo, afirmando que “toda eternização de poder deforma a democracia” e que os deputados fazem as leis, mas não podem estar acima delas. Ainda afirmou que o dia 1° de fevereiro “ficará para a história, quando a Constituição do estado foi rasgada”. Enquanto os adversários falavam, Uchoa acompanhava do plenário, com um semblante tranquilo, sinal de que já dava por vencida a disputa. 

Questionado sobre quais os objetivos de sua quinta gestão, o deputado não citou propostas de transparência da Casa, um dos pontos mais criticados. Falou, inclusive, que desconhecia o assunto e que era de responsabilidade do Primeiro Secretário.
No plenário, Uchoa afirmou que as declarações não eram políticas, mas sim pessoais. “Não tenho nada a acrescentar, só a lamentar (as críticas). A resposta, vocês dão”, disse, referindo-se ao resultado nas urnas.

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O deputado Rodrigo Novaes (PSD), que obteve cinco votos, decidiu não impugnar a candidatura do deputado Guilherme Uchoa (PDT). Afirmou que a medida não faria sentido, já que as pessoas que analisariam o pedido de impugnação seriam as mesmas que iriam votar no pedetista. Durante a sessão, conversou com diversos parlamentares numa tentativa de angariar mais votos e chegou a bater boca com o deputado Claudiano Martins (PSDB), devido à ordem dos discursos em plenário.

Em sua estreia como deputado estadual e na disputa à presidência, o deputado Edilson Silva (Psol) deixou claro que seu objetivo não era conseguir o apoio dos pares, mas promover o debate sobre a reeleição de Uchoa. Tanto que computou apenas o próprio voto. Durante praticamente toda a sessão, o parlamentar permaneceu mais afastado da intensa movimentação no plenário, preferindo a companhia de sua equipe e de seus assessores. Não recebeu voto da própria oposição.

Fonte: Diario de Pernambuco

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