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Reajuste de 3,14% frustra inativos
15 de março de 2006
Oito milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderão ter reajuste anual de apenas 3,14%, índice quase cinco vezes menor do que o valor garantido para os 15,7 milhões com benefícios de até um salário mínimo. Para o maior grupo, a alta será de 16,66%, a partir de 1º de abril. A diferença dos percentuais é o principal tema de uma reunião agendada para hoje à tarde entre o ministro da Previdência Social, Nelson Machado, e os representantes da Central Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Centrape), filiada à Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores (CUT). A expectativa dos sindicalistas é que o ministro anuncie um valor mais elevado, capaz de representar um aumento real.
Os 3,14% foram estimados a partir do último resultado do Índice de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O INPC é o indexador usado pela União para esse tipo de assunto. A variação desde maio do ano passado, quando foi concedido o último reajuste, foi de 2,93%. Para este mês, são esperados mais 0,20%, o que resultaria na estimativa. O aumento de 2005 para essa classe foi de 6,35%.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, disse que a reunião com o ministro reacendeu as esperanças de que é possível conceder mais do que o INPC acumulado de um ano para o outro. “Se o Governo chamou é porque quer discutir um aumento real. Se não for isso, nem sentaremos para ouvir. Não aceitamos só o INPC, que é uma obrigação. Queremos recompor nosso poder de compra e ver o que pode ser dado a curto prazo”.
Além da questão do aumento real, a pauta conjunta das centrais sindicais também contempla a antecipação de 50% do valor do 13º salário no meio do ano, distribuição de uma cesta de medicamentos e criação de uma comissão permanente para discutir a recomposição do poder de compra e os problemas de corrupção e desvio de dinheiro. “Temos muitas coisas a discutir. Uma delas é o Estatuto do Idoso, até hoje sem regulamentação”, acrescentou o presidente da Central Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Centrape), filiada à Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Edmundo Benedetti Filho. As entidades também querem que os reajustes anuais do salário mínimo e das pensões e aposentadorias sejam antecipados para março de 2007, fevereiro de 2008 e janeiro de 2009.
Fonte: Folha de Pernambuco
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