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R$ 157 mi de volta à Petrobras

12 de maio de 2015

BRASÍLIA – A Procuradoria-Geral da República promoveu evento ontem para marcar a entrega simbólica de R$ 157 milhões desviados pelo ex-gerente de Engenharia e Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, repatriados da Suíça por conta de acordo de delação premiada. Segundo os procuradores, 80% desse valor será devolvido à estatal e o restante ficará à disposição da Justiça para eventuais ressarcimentos no curso dos processos.

Durante a cerimônia, o procurador-geral, Rodrigo Janot, rebateu as críticas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), às investigações contra ele na Operação Lava Jato e afirmou que o trabalho do órgão é absolutamente impessoal.

Após Janot solicitar, na semana passada, uma diligência na Câmara – autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do STF – para buscar registros digitais que podem vinculá-lo ao esquema de corrupção na Petrobras, Cunha classificou a atuação do procurador-geral de "querela pessoal".

"O trabalho está sendo impessoalmente conduzido. Aqui não se busca o alvo de uma ou outra pessoa. O que se busca são os esclarecimentos dos fatos. Dos esclarecimentos chegamos à autoria necessária à persecução penal", rebateu Janot, sem citar Cunha diretamente.

No evento, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse que a Justiça Federal já demonstrou o entendimento claro de que a Petrobras foi vítima dos crimes descobertos pela Lava Jato. Segundo ele, a devolução de recursos recuperados no esquema "tem uma simbologia muito forte nesse momento muito difícil em que a gente vem passando e também traz um alento da sociedade brasileira".

Segundo Bendine, retomar a primeira parcela dos valores desviados mostra que a Petrobras está no caminho certo. "A Petrobras não entende que a condição de vítima deva ser tratada com passividade. Nós estamos colaborando ativamente com as investigações deste o seu início, além de termos aberto por iniciativa própria outras frentes de apuração", disse, ressaltando que a companhia está trabalhando para melhorar os padrões de governança.

Segundo o executivo, ações abertas na Justiça contra ex-empregados, executivos e empresas devem promover a recuperação de cerca de R$ 1,3 bilhão aos cofres da estatal, "além de danos morais, cujos valores ainda não foram definidos".

Fonte: Jornal do Commercio

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