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R$ 1,3 bilhões são confiscados

19 de março de 2015

O Ministério Público da Suíça confiscou US$ 400 milhões (R$ 1,3 bilhão) de dirigentes da Petrobras, empresas, executivos de empreiteiras e operadores envolvidos na Operação Lava-Jato. Os procuradores suíços abriram nove inquéritos criminais por suspeita de lavagem de dinheiro originado de corrupção. A informação foi divulgada ontem pelo procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, em entrevista coletiva com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Os procedimentos se referem a oito cidadãos brasileiros e a uma pessoa cuja nacionalidade não foi divulgada. Lauber disse que não poderia informar os nomes dos investigados, mas um deles é o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras Renato Duque. Os suíços localizaram mais de 300 contas em 30 bancos do país europeu – aparentemente, ali transitaram os pagamentos de propina atualmente investigados pelo Brasil. São analisadas mil transações bancárias suspeitas. 

A apuração começou após a unidade de informações financeiras da Suíça – semelhante ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) brasileiro – identificar 60 movimentações bancárias suspeitas. Na semana passada, o país europeu liberou US$ 120 milhões (R$ 390 milhões) para o Brasil, dos quais US$ 90 milhões (R$ 292,5 milhões) já foram transferidos. 

Segundo o procurador-geral da Suíça, o trabalho é feito em cooperação com o Ministério Público brasileiro e tramita rapidamente em comparação a outros acordos de cooperação internacional. O dinheiro retornou ao Brasil em cerca de um ano, prazo considerado mais célere do que a média de ações do tipo. Para Lauber, essa velocidade torna o caso Petrobras especial.

Fonte: Diario de Pernambuco

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