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Queda de braço (Coluna Diario Político)

 

No rastro da campanha eleitoral, os fazendários se movimentam para pedir à oposição, na Assembléia Legislativa, a instalação de uma CPI da Dívida Ativa, com a justificativa de que os débitos fiscais, já em fase de execução judicial, não estão sendo cobrados pelo estado. Não se trata de um zelo pelo dinheiro público. É mais uma forma de pressão que os fazendários estão lançando mão para conseguir um outro objetivo: equiparação salarial com o Ministério Público estadual. Isso significa que os fazendários, no topo da carreira com um salário que chegará ainda este ano a R$ 11 mil, passarão a receber R$ 17 mil – um salário maior do que o do governador. Os fazendários que, internamente, também vivem uma campanha para renovação no comando do Sindifisco, sabem que o momento é propício para inciciativas como a CPI que pretendem propor, embora a queda-de-braço com a secretária Maria José Briano já venha desde o ano passado. Deve-se salientar que essa queda-de-braço não é privilégio de Briano. Os fazendários gostam de medir força e, acostumados a vencer, jogam pesado. Com esse jogo, já derrubaram dois secretários – Flávio Lyra e Pedro Eugênio – e certamente ainda acreditam na força do seu corporativismo. O que há de novo é que os fazendários aplaudiram, no ano passado, a indicação de Briano para comandar a Fazenda, por ser uma técnica de carreira da secretaria, e agora começam a encostá-la na parede, embora lhe falte traquejo político. E, como além do bolso, há motivações político-eleitorais em jogo, essa é uma guerra que seguramente vai se estender até a eleição, em outubro. Até lá, ficam em segundo plano os reais interesses da população.

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