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Quatro setores sem crise

29 de junho de 2015

As áreas com as melhores oportunidades de emprego no Nordeste estão concentradas em quatro setores específicos do mercado. A Consultoria Page Personnel, que traçou o mapa do emprego nos Estados da Paraíba, Bahia, Ceará e Pernambuco, aponta que profissionais das áreas de engenharia, finanças, vendas e tecnologia da informação (TI) tem colocação praticamente garantida no mercado de trabalho atualmente.

“O Polo Automotivo de Pernambuco gera interesse por profissionais da área de engenharia. O Porto Digital, que possui cerca de 230 empresas de tecnologia só no Recife, também acaba recrutando muitos especialistas em TI”, afirma a gerente da Page Personnel em Recife, Daniela Kauffmann. A partir de análises de mercado, a consultoria detectou que a crise fez com que surgissem novas demandas, aumentando as oportunidades em algumas áreas específicas. Para enfrentar os desafios trazidos pela crise econômica, a tendência é que as empresas busquem a otimização dos custos e eficiência operacional, o que impacta de forma direta na contratação de profissionais. A partir disso, os cargos considerados como estratégicos tendem a apresentar mais oportunidades.

“O setor de finanças, por exemplo, está sempre contratando e isso é algo que ocorre em todo o País. Em um momento de expansão, a empresa olha para a área financeira e contrata pessoas para dar conta do volume. Na crise, as empresas prezam pelo controle rígido, fluxo de caixa, o que também amplia o quadro de oportunidades para esses profissionais. Desse modo, o que vemos é que com crise ou sem crise, essa é uma área que sempre oferece boas oportunidades”, diz Kauffmann.

Ainda de acordo com a análise da consultoria, com o esfriamento do mercado e o aumento das taxas de desocupação, o mercado de trabalho congela os salários e reduz os postos com melhores remunerações. “As empresas usam o desemprego a seu favor e com isso, não há aumentos de salários e quando isso ocorre, não é algo significativo. Durante mudanças de emprego, muitos profissionais observam mais o plano de carreira do que o próprio salário, que normalmente não varia”, explica a gerente da Page Personnel.

TRANSIÇÃO

Apesar do receio que o atual cenário possa causar, esse pode ser um bom momento para mudar de carreira. Contra a crise, as empresas têm buscado profissionais mais versáteis, experientes, o que torna o mercado mais interessante para os que possuem tais características, apesar da estagnação econômica. Diante disso, especializações em uma determinada área de atuação e, principalmente, fluência em línguas estrangeiras são vantagens significativas.

“Na área de TI, profissionais com habilidades como as de gestão e comunicação, pouco trabalhadas nesse segmento, têm um bom diferencial. Na engenharia, aqueles que ainda na faculdade começaram a estagiar ou participaram de programas de trainee já largam na frente. Até mesmo em cargos para recém-formados, as empresas querem profissionais que já tenham alguma bagagem. Ter um bom conhecimento em negociação também ajuda bastante”, diz a gerente da Page Personnel.

No entanto, antes de decidir mudar de área, o profissional desses setores em alta precisa ter em mente que a maioria dessas transições são laterais, ou seja, sem perspectiva de aumento salarial. Desse modo, na hora de considerar uma mudança de emprego, é preciso considerar outros pontos, como o plano de carreira oferecido e a situação da empresa em questão. “Ao concorrer a uma nova colocação, esteja bem atento à situação da empresa, como ela investe nos profissionais e qual o plano de carreira. Fique de olho no mercado, mesmo que sua ideia não seja trocar de emprego de imediato”, conclui Daniela Kauffmann.

Fonte: Jornal do Commercio

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