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PIB estadual tem alta de 3,6%

5 de setembro de 2006

 

O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco cresceu 3,6% no segundo trimestre do ano, no comparativo com o mesmo período do ano passado. No semestre, a alta foi de 3,7%. A estimativa do governo é que Pernambuco feche 2006 com alta de 4,9%, frente ao ano passado.

Os dados, compilados pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisa de Pernambuco (Condepe/Fidem), foram apresentados ontem pelo secretário de Planejamento, Cláudio Marinho. No segundo trimestre, as atividades industriais e de serviços tiveram aumento de 2,9% e 2,3%, respectivamente.

Apesar de ter registrado uma taxa de crescimento vigorosa no período, de 10,8%, o resultado da agropecuária ocorreu sobre uma base comparativa fraca, uma queda de 1,5% no segundo trimestre de 2005 sobre o ano anterior. Segundo Marinho, em percentuais aproximados, as atividades de serviços respondem por 60% do PIB pernambucano, contra participações de 30% da indústria e 10% da agropecuária.

Ele destacou que os números trimestrais do Estado ficaram acima dos percentuais do País. Mas, para isso, utilizou um indicador diferente da elevação de 0,5% do PIB brasileiro no segundo trimestre. Isso porque essa taxa nacional, que vem sendo amplamente discutida, representa uma comparação com o primeiro trimestre deste ano. Em sua análise, Marinho comparou o segundo trimestre de 2006 com o mesmo período do ano passado, quando o País teve alta de 1% no PIB. Assim, no Brasil, a agropecuária cresceu 1%, a indústria 0,5% e os serviços 1,9%. “Historicamente, acompanhamos a média nacional. Mas, de um ano para cá, Pernambuco descolou do resto do Brasil.”

Em Pernambuco, entre os serviços, o destaque ficou para os setores de transporte (9,7%), comércio (3,1%) e alojamento e alimentação (juntos, tiveram incremento de 2,8%). “Os aumentos de alojamentos, de 8% no trimestre e de 6% no semestre, indicam como a hotelaria estadual vem registrando resultados positivos”, avalia o secretário. No Nordeste, por exemplo, a estimativa do governo baiano quanto ao PIB do segundo trimestre ficou em 2,5% e a do Ceará chegou a 3,5%.

O crescimento da indústria de transformação, de 4,5% no trimestre face a igual período do ano passado, influenciou fortemente o PIB industrial. As maiores elevações foram os 11,5% de alimentos e bebidas e 71,1% de borracha e plástico. No período, entretanto, a construção civil apresentou um avanço de apenas 0,5%.

Não dá para acompanhar os efeitos do crescimento imediatamente. Quando o setor industrial cresce, tem impacto mais na frente, com a geração de empregos. Essa correlação não acontece imediatamente. Da mesma forma, percebemos um aumento nos resultados das indústrias de tubos, canos, películas de plásticos e mangueiras de plástico que devem refletir o crescimento da construção no próximo semestre.”

No trimestre, as lavouras temporárias (de cana-de-açúcar e milho, por exemplo) cresceram 19,8% frente aos mesmos três meses de 2005. As chamadas lavouras permanentes – manga, café e uvas, entre outros – avançaram 6,8%. A pecuária, por sua vez, caiu 0,1%. “Esse crescimento está sendo registrado sem o impacto dos projetos estruturadores, como a Refinaria Abreu e Lima e o estaleiro. Estamos num círculo virtuoso, preparados para um novo círculo virtuoso quando esses empreendimentos forem instalados”, diz.

COMPARAÇÃO – Para sustentar a tese do período de crescimento estadual, o secretário apresentou uma planilha com a evolução da poupança corrente do Estado. Em 1998, afirmou, o saldo era negativo em R$ 120 milhões e passou, em 2000, para R$ 33 milhões. No ano passado, o nível de poupança chegou a R$ 734 milhões.

Na comparação entre o acumulado do ano e o mesmo período de 2005, a alta ficou em 3,7%. Nos últimos 12 meses, o PIB estadual aumentou 2,8%. Na mesma ordem, o Brasil teve elevações de 2% e de 1,5%. No primeiro semestre deste ano frente aos mesmos seis meses de 2005, a agropecuária avançou 8,9%, a indústria, 1,6%, e os serviços, 3,2%.

Fonte: Jornal do Commercio

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