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PIB do Estado caiu 4,5%, diz consultoria

15 de março de 2016

Olhando para frente ou para trás, o resultado do PIB brasileiro – e, consequentemente, dos Estados – é desanimador. Ontem, o Boletim Focus mostrou que a projeção da atividade econômica deste ano piorou. A queda prevista para o País era de 3,45%, e agora é de 3,50%. Também ontem um levantamento da 4E Consultoria mostrou a retração do PIB por Estado em 2015: Pernambuco teve contração de 4,5%, terceiro pior resultado do Nordeste.

De acordo com o material da 4E, feito com base em dados do IBGE e publicado pelo jornal Valor Econômico, no Nordeste o desempenho de Pernambuco fica atrás apenas dos da Paraíba (-5,1%) e do Maranhão (-5%). Além disso, o percentual pernambucano está abaixo da média nacional para 2015, já consolidada em -3,8%. Segundo a consultoria, o Nordeste sofreu especialmente com a interrupção de investimentos em infraestrutura e a agressiva queda de consumo nos setores de comércio e serviços.

Procurada pela JC, a Agência Condepe/Fidem (vinculada ao governo estadual e que realiza análises socioeconômicas, entre outras atividades) informou que deverá revelar o seu levantamento do PIB do Estado de 2015 até o fim deste mês. Contudo, o presidente da agência, Flávio Figueiredo, adiantou que o resultado será diferente do que o apurado pela 4E. Figueiredo esclarece que entidades como a Condepe/Fidem têm convênio direto como o IBGE e acesso a dados mais específicos, que permitem uma análise mais profunda das informações e favorecem a acurácia dos resultados. Ele revelou que a queda de Pernambuco deve ficar próxima dos -3,8% do Brasil em 2015.

FOCUS

Em relação à previsão do Boletim Focus (documento em que o Banco Central revela as expectativas do mercado em relação à economia), o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) iniciou o novo ano com um recuo de 0,61% em relação a dezembro de 2015. "No ano, a queda poderá ser maior do que estimam os contribuidores do Sistema de Expectativas do BC (-3,54%). A minha aposta continua sendo uma contração de 4,20%", destaca o economista-chefe da corretora Nova Futura, Pedro Paulo Silveira.

Fonte: Jornal do Commercio

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