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PF prende 95 acusados de sonegação

17 de agosto de 2006

 

Brasília e Recife – A Polícia Federal prendeu 95 pessoas em oito estados acusadas de fazer parte do que ela classificou de o “maior esquema” de fraudes em importações já descoberto no Brasil. O esquema era dirigido, segundo a PF, pelo empresário Marco Antonio Mansur, preso ontem de manhã com o filho, Marco Antonio Mansur Filho, em seu apartamento em São Paulo. A PF apreendeu US$ 250 mil em um escritório do empresário.

  Em Pernambuco, segundo nota da Assessoria de Comunicação da PF, foram expedidos mandados de busca e apreensão pela Justiça Federal contra as empresas Nagem Informática – que deve se pronunciar hoje sobre o caso – e Suata Serviços Logísticos. Também foi cumprido mandado de prisão contra o ex-diretor da Suata, Guilherme Queiroz Pinheiro Júnior. Um dos sócios da empresa, localizada em Suape, seria a irmã do empresário Marco Antônio Mansur. A direção da Suata não foi encontrada pela reportagem.

  O grupo MAM, batizado com as iniciais de Mansur, é acusado de ter sonegado R$ 500 milhões em cincoanos. A PF e a Receita Federal chegaram a esse valor a partir das importações feitas pelo grupo MAM nesse período, de R$ 1,1 bilhão. Como o subfaturamento era em média de 50%, chega-se aos R$ 500 milhões.

  Empresas globalizadas, como a Sharp (distribuída no Brasil pela empresa Plena) e a Maxwell, são investigadas pela PF sob a suspeita de utilizarem os serviços do grupo MAM. Responsáveis pela importação de produtos da Sharp e da Maxwell foram apanhados em conversas telefônicas com integrantes do esquema. A Daslu, a Shoptime, que tem um canal de vendas por TV e internet, e a rede de lojas de roupas Via Veneto recorriam a Mansur para intermediar suas importações, segundo policiais. Law Kin Chong, empresário preso sob acusação de contrabando, também era freguês de Mansur, diz a PF.

Apreensão – De acordo com o delegado Santiago Amaral Fernandes, que coordena a operação em Pernambuco, uma das empresas locais seria “um braço de armazenamento e distribuição de produtos importados irregularmente. Já a outra pode estar se beneficiando de empresas importadoras de fachada, tendo ela própria como a importadora ou sendo cliente desses fornecedores”.

  Documentos fiscais, contábeis e computadores das empresas foram apreendidos. São notas fiscais e comprovantes de crédito em favor de empresas investigadas na operação nacional. Guilherme Queiroz, ex-diretor da Suata, prestou depoimento ontem na sede da PF, onde ficará detido temporariamente por pelo menos cinco dias. Ele deverá ser indiciado por formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso e contrabando. Também pode ser enquadrado em crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo.

  Batizada de Dilúvio, a operação da PF em conjunto com a Receita foi a maior já realizada pelas duas instituições no país. Foram mobilizados 950 policiais e 350 servidores da Receita, 30 em Pernambuco.

Fonte: Diário de Pernambuco

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