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PF indicia quatro ex-deputados

12 de maio de 2015

CURITIBA – A Polícia Federal indiciou quatro ex-deputados em inquéritos da Operação Lava Jato. André Vargas (Ex-PT), Pedro Corrêa (PP-PE), sua filha Aline Corrêa (PP-SP) e Luiz Argôlo (SD-BA), além de outros 26 investigados na 11ª etapa da operação, foram enquadrados por corrupção, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre os indiciados estão o advogado Fábio Corrêa, filho de Pedro Corrêa, e a nora do ex-deputado, Márcia. O doleiro Alberto Youssef foi indiciado em cinco dos sete inquéritos desta fase do caso.

Os indiciamentos ocorreram no âmbito de sete inquéritos que apuram a responsabilidade criminal dos quatro ex-parlamentares, três dos quais estão presos desde 10 de abril – Vargas, Corrêa e Argôlo. Corrêa, condenado no processo do mensalão, já cumpria pena no semiaberto.

Segundo a PF, ao todo 30 investigados foram indiciados. Houve investigados que foram indiciados em mais de um procedimento, caso de Youssef. Vargas, Corrêa e Argôlo foram presos na operação A Origem, a 11ª fase da Lava Jato. Um dos alvos desta etapa é a agência de publicidade Borghi/Lowe que administra contas publicitárias de órgãos públicos.

A agência teria contratado outras seis empresas para a realização de serviços de publicidade e as orientado a fazer pagamentos de comissões nas contas das empresas Limiar e LSI, controladas por André Vargas.

Vargas está sob suspeita por lavagem de dinheiro na compra da própria casa em Londrina, no interior do Paraná. O ex-parlamentar petista declarou a compra do imóvel por R$ 500 mil, segundo consta da escritura. Mas o vendedor declarou o negócio por R$ 980 mil, "preço integralmente recebido em 2011". Vargas é ainda investigado pelo repasse de R$ 2.399 511,60, em espécie, do doleiro Youssef.

Segundo o decreto de prisão de Pedro Corrêa, ele teria recebido propinas do esquema de corrupção na Petrobras mesmo quando já estava sob julgamento no STF no mensalão.

Ao JC, o advogado de Corrêa, Michel Saliba, disse que o indiciamento já era esperado e não mudará a linha da defesa, segundo o qual o dinheiro recebido de Youssef era para pagar a venda de caprinos ao ex-deputado José Janene, morto em 2010.

Hoje, Corrêa deve depor, na Superintendência da PF em Curitiba, para os deputados que da CPI da Petrobras. Ele preferiu não responder às perguntas no último depoimento, prestado à PF. A defesa espera o julgamento de um pedido de habeas corpus pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O JC tentou ouvir Fábio e Aline Corrêa, mas não conseguiu contato.

Fonte: Jornal do Commercio

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