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PF desarticula de vez quadrilha fraudadora

6 de março de 2015

A Polícia Federal em Pernambuco conseguiu prender o último remanescente e alvo da Operação Omni, que, no final de 2014, desarticulou uma organização criminosa suspeita de fraudar benefícios da Previdência através de dados falsos no sistema previdenciário. O autônomo Denilson Borges do Nascimento, 45 anos, natural de Santo André (SP), foi preso em Caruaru na quarta. Na data, também no município, a PF prendeu Andrews Renoir Ferreira, 32 anos, suspeito de clonar cartões da Caixa Econômica Federal (CEF).

A Operação Omni foi deflagrada em várias localidades, dentro e fora do Estado: Caruaru, Canhotinho, Bezerros e São Caetano, no Agreste, Tamandaré, no Litoral Sul, Recife, Maceió (AL), e Tibau do Sul (RN). Segundo a PF, o prejuízo aos cofres públicos até agora totaliza R$ 12 milhões. Ao todo, foram cumpridos 52 mandados judiciais, sendo sete de prisão preventiva, outros sete de prisão temporária e 38 de busca e apreensão.

A Polícia Federal informou que as investigações da Delegaria em Caruaru mostraram que Denilson continuava sacando valores referentes à aposentadoria por invalidez, concedida de forma fraudulenta. Os últimos saques aconteceram em terminal eletrônico do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, onde o acusado foi surpreendido retirando R$ 1 mil.

CLONES

Já Andrews, que possui antecedentes criminais, ainda segundo relato da PF, foi surpreendido ao realizar uma transação bancária numa correspondente da CEF no bairro do Salgado. Ao sair do local portando sete cartões de crédito com sinais evidentes de adulteração no local do chip, levantou suspeita de os terem clonados. Com ele, também foram apreendidos um aparelho celular e um HD com imagens de circuito interno da agência.

Andrews já havia sido preso duas vezes: uma em 2010 pela Polícia Civil, quando tentava fazer compra com um cartão clonado num estabelecimento em Caruaru, e outra em 2011, no Aeroporto dos Guararapes, quando novamente estava comprando numa loja de luxo junto com outro comparsa, usando cartão clonado.

No interrogatório o preso negou o crime e alegou que havia encontrado os cartões no lixo e utilizava-os para encher a carteira. Como justificativa, também informou que teria entrado na agência para realizar uma recarga no seu celular. Mas as imagens de circuito interno, informa a PF, mostram Andrews no local em diversos ouros dias realizando saques e transferências com cartões de titularidades de outras pessoas, possivelmente adulterados.

Fonte: Jornal do Commercio

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