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Petrobras pagará bônus a empregados

29 de maio de 2015

Mesmo com prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014, e sem pagar dividendos para os acionistas, a Petrobras vai repassar aos funcionários R$ 1,04 bilhão referente à participação de resultados. Diretores não terão o benefício.

A informação é da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A data do pagamento foi informada pela empresa à FUP na quarta-feira passada.

De acordo com documento da Petrobras enviado à entidade após deliberação da assembleia geral da empresa na segunda-feira, como não houve lucro será paga metade da remuneração do empregado somada à metade do menor valor pago na Participação da Resultados do exercício anterior.

O pagamento é feito com base no acordo coletivo com os funcionários, que mantém essa remuneração mesmo quando não há lucro.

As datas de pagamento informadas pela Petrobras são 10 de junho, para membros de sindicatos que assinarem o acordo até o dia 1º de junho, e 17 de junho, para os que assinarem até 8 de junho.

A perda da Petrobras em 2014 foi decorrente, principalmente, da baixa de R$ 6,2 bilhões atribuída à corrupção, R$ 44,6 bilhões referentes à reavaliação de ativos e R$ 2,8 bilhões a baixas pela desistência de construir as refinarias Premium 1 e 2, no Maranhão e no Ceará, que estavam na fase inicial de implantação.

SEM DIVIDENDOS

Na assembleia do dia 22, muitos acionistas minoritários reclamaram da decisão de não haver repasse de dividendos, alegando que havia recursos em contas de reserva de lucros de anos anteriores.

Representantes da empresa justificaram, porém, que o valor era meramente contábil, e que investimentos haviam sido feitos com os recursos.

A nota da FUP divulgada na quarta-feira destaca esse dado, e afirma que acionistas choram por dividendos.

Dois fundos de investimento haviam anteriormente pedido à CVM a suspensão da assembleia e pediram que a autarquia analisasse a proposta de não pagamento de remuneração aos acionistas.

Procurada, a Petrobras não respondeu aos questionamentos da reportagem.

BALANÇO

O diretor executivo do Comitê de Aquisições e Fusões (CAF) e representante dos acionistas minoritários ordinaristas no conselho de administração da Petrobras, Walter Mendes de Oliveira Filho, disse haver segurança de que a companhia não precisará republicar seu balanço do primeiro trimestre.

"Dado o histórico, tudo o que a Petrobras faz causa certa desconfiança, mas não houve nenhum problema, o critério utilizado é técnico, perfeito e legal e aumenta a transparência", disse ao ser questionado sobre denúncia, divulgada na imprensa, quanto ao lançamento no balanço do primeiro trimestre de um crédito de provisão que beneficiou o lucro da estatal, utilizando a regra contábil que trata de eventos subsequentes.

Ele diz que a regra contábil, CPC 24, é muito clara e não vê necessidade de republicação de balanço.

Walter Mendes disse que sugeriu ao conselho que a companhia seja aderente ao CAF e defendeu que a petroleira também busque aderência ao novo código de governança das estatais que está sendo elaborado pela BM&FBovespa.

Fonte: Jornal do Commercio

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