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Petrobras divulga balanço no dia 22

14 de abril de 2015

Com cinco meses de atraso, a Petrobras vai divulgar o seu balanço financeiro de 2014 auditado pela PricewaterhouseCoopers (PwC) na próxima quarta-feira, dia 22.

No mesmo dia, os números serão analisados pelo conselho de administração da empresa. "A companhia espera divulgar essas demonstrações contábeis ao mercado após a decisão do conselho", informou a estatal, em fato relevante enviado ao mercado.

A reunião do conselho, na verdade, estava marcada para acontecer na sexta-feira, dia 17, mas foi adiada por mais quatro dias exatamente para que o resultado financeiro auditado do ano passado pudesse ser incluído na pauta das discussões. Ao divulgar o balanço, a Petrobras conseguirá evitar o pagamento antecipado de dívidas. Por contrato, a empresa tem até o dia 30 deste mês para evitar que credores exijam a liquidação de financiamentos por falta de balanço auditado.

Além disso, a publicação do resultado ajudará a companhia a retomar a credibilidade dos investidores e pode evitar que as agências de classificação de risco Standard & Poor?s (S&P) e Fitch cassem o selo de boa pagadora da petroleira, como já fez a Moody"s. Com o selo de grau de investimento, a Petrobras tem acesso a grandes grupos financiadores internacionais, que podem ajudá-la com os recursos necessários para investir nos próximos anos, inclusive no pré-sal.

A aprovação do balanço de 2014 na quarta-feira da próxima semana, no entanto, ainda depende da boa vontade dos conselheiros. A maioria deles – cinco de um total de oito – representa a União, acionista majoritária da empresa, e é capaz de aprovar a publicação do balanço independentemente da vontade dos demais conselheiros. No entanto, os posicionamentos dos representantes dos investidores em ações minoritárias do tipo ordinária e preferencial – Mauro Cunha e João Monforte -, assim como o do representante dos empregados, Silvio Sinedino, podem ter influência sobre a aceitação dos números pelo mercado e, por consequência, na reconstrução da credibilidade da Petrobras.

Fonte: Jornal do Commercio

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