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Petrobras confirma fábrica de PTA
10 de fevereiro de 2006Após o anúncio da refinaria de petróleo Abreu e Lima, empreendimento de US$ 2,5 bilhões que será construído no Porto de Suape, a Petrobras confirmou que será sócia de mais um projeto de grande porte
A composição acionária da futura fábrica de PTA será composta, ainda, pelo grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G) e a holding Citene (Companhia Integrada Têxtil do Nordeste), formada pelas empresas Vicunha Têxtil, Polyenka e FIT. Os dois grupos entrarão com 30% dos investimentos, respectivamente.
A confirmação do empreendimento partiu da presidente da Petrobras Química (Petroquisa), Maria das Graças Foster, que apresentou um estudo de viabilidade do negócio à ministra Dilma Rousseff, na Casa Civil. Até o dia 10 de março, os três investidores esperam formar a empresa de propósitos específicos que responderá pela fabricação do PTA em solo pernambucano.
“Dissemos à ministra que já entramos em contato com o Banco do Nordeste, e ela nos garantiu que marcará uma reunião com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, destacou Beltrão, que tem sido o principal parceiro do ex-ministro da Saúde e atual postulante ao Governo do Estado, Humberto Costa, nas negociações acerca da construção do maior pólo têxtil do Norte e Nordeste. O projeto, apresentado pela holding Citene no semestre passado, prevê investimentos da ordem de US$ 2 bilhões em toda a cadeia do poliéster, da Bahia até o Pará.
No primeiro ano de funcionamento, a fábrica, que também ficará no Complexo Industrial de Suape, deve produzir até 600 mil toneladas de PTA. Tendo em vista que a futura refinaria não produzirá paraxileno (PX) – componente essencial à fabricação do ácido tereftálico -, esse material virá de outras unidades de refino do País, possivelmente da Bahia ou do Rio de Janeiro. Atualmente, a maior parte do PTA consumido pela indústria brasileira é importada da China.
Em Pernambuco, a companhia formada pela Vicunha, FIT e Polyenka pretende levantar outra fábrica no segmento petroquímico, que é a indústria de POY (filamentos de poliéster). Esse empreendimento, contudo, não contará com a participação da Mossi & Ghisolfi. A expectativa da holding é concluir a construção do pólo têxtil dentro de seis anos, o que significaria um faturamento anual de US$ 8 bilhões.
Fonte: Folha de Pernambuco
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