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Pastas estratégicas sem negociação com aliados

8 de novembro de 2006

 

Embora pretenda anunciar os nomes do seu futuro secretariado apenas em dezembro, o governador eleito Eduardo Campos (PSB) já tem pelo menos uma prioridade definida: as chefias de cinco áreas consideradas estratégicas no governo serão indicadas por ele, sem espaço para discussões políticas com aliados: as secretarias da Fazenda – braço financeiro da administração – e de Gabinete Civil, organismo político da gestão, além das três pastas de maior orçamento: Saúde, Educação e Defesa Social.

Os nomes para essas cinco secretarias ainda estariam em gestação, segundo socialistas próximos ao governador eleito. No entanto, há “pistas” de como Eduardo Campos pretende preenchê-los. Para o Gabinete Civil, parece não haver mais dúvidas sobre a escolha do deputado federal Jorge Gomes. Candidato do PSB ao Senado, ele foi vice-governador de Arraes e tem excelente trânsito inclusive entre os futuros opositores. Seu nome também aparece cotado para a Saúde, mas com menor intensidade.

Ao contrário da Casa Civil, a Fazenda tem uma lista de opções sendo estudadas. Os principais seriam o do ex-secretário José Carlos Lapenda – que substituiu o próprio Eduardo na Fazenda, em 98, quando ele saiu para renovar o mandato de deputado –, Djalmo Leão, ex-assessor de Eduardo na mesma pasta, e Celso Agra, dirigente fazendário ligado ao PSB. O nome do coorenador de campanha de Eduardo, vereador Danilo Cabral, também foi incluído na lista, embora ele esteja mais cotado para a pasta da Administração, cargo que exerceu na PCR na primeira gestão de João Paulo (PT).

Para a Saúde, o nome mais especulado é o do médico Ricardo Paiva. Ex-presidente do Ipsep no terceiro governo Arraes, o cardiologista é ligadíssimo ao futuro governador. Já a Educação pode ficar com um representante da comunidade acadêmica, o atual reitor da UFPE, Amaro Lins.

Área mais delicada do Estado, a Defesa Social ainda é um problema para o governador eleito. Embora disponha de alguns quadros dentro do PSB – como o vereador e ex-secretário de Segurança Pública João Arraes – é provável que Eduardo adote a mesma medida do atual governador Mendonça Filho (PFL), indo buscar uma solução fora do Estado. A hipótese mais provável é que ele escolha um nome da Polícia Federal.

Uma outra área considerada de estrita atuação do futuro governador é a de Desenvolvimento Econômico. Até o momento, nenhum nome vem sendo especulado entre os socialistas, embora existam comentários de que o deputado federal reeleito Armando Monteiro Neto (PTB) tenha interesse na pasta. A solução para “agradar” o PTB pode ser a indicação do engenheiro e deputado federal reeleito José Chaves (PTB) para a pasta de Infra-Estrutura. Engenheiro e empresário, ele ficaria responsável por um setor importante do governo, encarregado das obras previstas e em andamento no Estado.

Fonte: Jornal do Commercio

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