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Paralisação prejudicou 2.500 pessoas só ontem

              Em Pernambuco, a greve dos servidores públicos federais da Saúde e da Previdência paralisou o atendimento nos ambulatórios de quatro grandes hospitais do Estado: Barão de Lucena, na Iputinga, Getúlio Vargas, no Cordeiro, Hospital Geral de Areias, na Estância, todos na Zona Oeste do Recife, e Agamenon Magalhães, em Casa Amarela, na Zona Norte. Cerca de 2,5 mil pessoas deixaram de ser atendidas somente ontem. Apenas as emergências funcionaram. 
              As perícias médicas, os pedidos e a revisão de aposentadorias realizados pela Previdência Social também estão parados. Além dos hospitais, os atendimentos nos postos de saúde Pan Central, em Santo Antônio, Centro do Recife, Albert Sabin, na Tamarineira, Zona Norte, e o Pan Ceasa, no Curado, Zona Oeste, foram suspensos. Pernambuco possui mais de quatro mil servidores na área de saúde e 1,8 mil no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No Hospital Getúlio Vargas, não foram realizados ontem mais de 400 exames, consultas e cirurgias marcadas, o que prejudicou a vida muitos pacientes, como a da dona de casa Edite Ribeiro de França, 52 anos, que veio de Pesqueira, no Agreste do Estado. “É um absurdo deixar a população sem atendimento. Tenho problema de trombose na perna e vim de longe, mas dei viagem perdida”, desabafou. A orientação é que os pacientes prejudicados remarquem as consultas amanhã. Eles deverão ser encaixados no atendimento diário das unidades. 
              COBRANÇA – A principal reivindicação dos trabalhadores é a reestruturação das carreiras do Seguro Social e da Seguridade Social e do Trabalho, que seria apresentada até o final de julho, o que não aconteceu. “Também estamos cobrando do governo federal a criação de um plano de cargos e salários para a Saúde, equiparação entre ativos e aposentados, formação permanente, avaliação coletiva e melhores condições de trabalho”, explicou a diretora do Sindsprev-PE, Socorro Cadengue.
PROTESTO – A categoria realizou, na manhã de ontem, uma mobilização no Hospital Getúlio Vargas, onde trabalham 360 servidores federais, para “comemorar”, com um bolo de 40 quilos, os dois anos de reforma da estrutura do Bloco G da unidade. 
              Com o protesto, os grevistas querem pressionar para a conclusão da obra que deveria ser entregue no primeiro semestre do ano passado. Eles denunciam que o atendimento está ainda mais precário, sem um dos principais blocos do hospital, onde funcionavam os serviços de emergência, ambulatorial, laboratorial e um bloco de cirurgia.

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