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Paralisação pode dificultar atendimento a contribuinte

         Os auditores do Fisco estadual decidiram ontem em assembléia entrar em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam um novo Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV). A paralisação atinge os vinte e três postos fiscais e prejudica o fluxo de mercadorias, além de facilitar a sonegação através da entrada de produtos no estado sem nota fiscal. Os contribuintes que se dirigirem às Agências da Receita Estadual (Ares) também terão dificuldade de pagar os tributos. O prolongamento da greve poderá afetar o abastecimento de alimentos e bebidas, principalmente com a aproximação do Carnaval, quando os comerciantes começam a formar os estoques para os quatro dias de folia.

         A preocupação dos empresários do setor atacadista é que a paralisação dos fiscais do estado se prolongue e coincida com a greve dos auditores da Receita Federal, programada para ser deflagrada nos próximos dias. O presidente da Associação Pernambucana do Comércio Atacadista (Aspa) Sebastião de Souza Rodrigues diz que ainda é cedo para falar em desabastecimento. “Se a greve se prolongar por alguns dias, os donos dos depósitos de bebidas podem ter dificuldades de adquirir produtos para o período do Carnaval”, alerta. Segundo ele, a paralisação atrapalha a logística das empresas porque o fluxo fica lento nos postos, com a formação de filas de caminhões.

         A secretária da Fazenda Maria José Briano informou através da assessoria que vai adotar todas as providências para preservar a arrecadação de impostos. Na paralisação dos fiscais em novembro passado, a Fazenda colocou policiais militares nos postos fiscais para recolher as notas fiscais. Uma forma de garantir o controle das mercadorias que entraram no estado durante a paralisação. Briano ficou surpresa com a greve porque havia pedido o prazo até a próxima quarta-feira para apresentar uma proposta de PCCV aos fazendários.

         Na assembléia realizada ontem os auditores rejeitaram o pedido de trégua da secretária. O presidente do Sindifisco Jorge Luiz do Amaral disse que a categoria quer a implantaçãoimediata do PCCV em negociação com o Governo desde julho do ano passado. “Só retornamos com o novo PCCV”, garante. Amaral evitou dimensionar os prejuízos financeiros do estado com a greve do fisco. A partir de hoje, o comando de greve começa a visitar os locais de trabalho para garantir a adesão a greve. Na próxima terça-feira será realizada nova assembléia, às 10h, na sede do sindicato, para avaliar os rumos do movimento.

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