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Para Dilma, não há crise de corrupção

22 de dezembro de 2014

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff afirmou, em entrevista publicada ontem, no jornal chileno El Mercurio, do Grupo de Diários América (GDA), que o Brasil não vive uma crise de corrupção. A declaração de Dilma foi dada como resposta a uma pergunta sobre efeitos políticos do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras em seu segundo mandato. O caso é investigado pela Polícia Federal desde março, no âmbito da Operação Lava Jato. Ao defender mais uma vez a punição dos responsáveis pelo esquema, Dilma afirmou que "não há intocáveis" no Brasil.

"O Brasil não vive uma crise de corrupção, como afirmam alguns. Nos últimos anos começamos a por fim a um largo período de impunidade. É um grande avanço para a democracia brasileira", disse a presidente na entrevista ao jornal.

"No Brasil não há intocáveis. Qualquer um que não trate o dinheiro público com seriedade e honestidade deve pagar por isso. É um compromisso do meu governo", declarou.

A presidente manifestou indignação com relação às denúncias de corrupção na estatal e voltou a prometer punição dos responsáveis pelo prejuízo de R$ 10 bilhões aos cofres públicos estimados pelos investigadores. "Minha indignação com as denúncias que envolvem a Petrobras é a mesma que sentem os brasileiros. E quero, como todos eles, que os culpados sejam punidos", afirmou a presidente.

Perguntada como foi liderar uma "campanha séria" anticorrupção sendo filiada ao partido que é um dos protagonistas do caso da Petrobras, Dilma afirmou que o esquema começou a operar na estatal antes de o PT chegar à Presidência, em 2002.

VENINA VELOSA

Em entrevista ao Fantástisco na noite de ontem, a ex-funcionária da Petrobras, Venina Velosa Fonseca confirmou que começou a encaminhar várias denúncias de irregularidades, em 2008, a todos seus superiores.

Ela afirmou ainda que fez algumas das denúncias, pessoalmente, a Graça Foster, na época diretora de Gás e Energia da empresa e hoje presidente da estatal, com documentos que comprovariam irregularidades em um contrato do setor de comunicação.

Fonte: Jornal do Commercio

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