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Pacote pró-crescimento será lançado este mês

 

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu ontem lançar ainda este mês, o primeiro do seu segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para destravar a economia. Segundo o presidente, o pacote deve estimular e ordenar o investimento produtivo. “Sei que o investimento público não pode, sozinho, garantir o crescimento. Porém, ele é decisivo para estimular e mesmo ordenar o investimento privado. Essas duas colunas, articuladas, são capazes de dar grande impulso a qualquer projeto de crescimento. Para atingir estes objetivos, estaremos lançando, já neste primeiro mês de governo, um conjunto de medidas, englobadas no PAC”, disse, durante discurso no Congresso.

No discurso, Lula afirmou que o País não pode continuar como uma fera presa numa rede de aço invisível, debatendo-se, exaurindo-se, sem enxergar a teia que o aprisiona. Para ele é preciso desatar alguns nós decisivos para que o País possa usar a força que tem e avançar com toda velocidade. O presidente aproveitou para afirmar que é preciso firmeza e ousadia para mudar as regras necessárias e avançar. “Não podemos desperdiçar energias, talentos, esperanças.”

Lula disse que não abrirá mão da responsabilidade fiscal na busca do crescimento. No entanto, afirmou que é preciso combinar essa responsabilidade com mudanças de postura e ousadia na criação de novas oportunidades para o Brasil. “É necessário, igualmente, que este crescimento esteja inserido em uma visão estratégica de desenvolvimento”, disse. Segundo o presidente, essa visão estratégia de crescimento passa pela ampliação e aceleração do investimento público, desoneração e incentivo ao investimento privado.

Após o discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que já está finalizado o conjunto de medidas para destravamento da economia – rebatizado de Pacote de Aceleração do Crescimento (PAC).

A parte de desonerações tributárias do pacote deve encolher em R$ 4 bilhões, diante da necessidade de cobrir o aumento do salário mínimo e da correção da tabela do Imposto de Renda e de elevar os investimentos públicos, especialmente em obras de infra-estrutura.

Os ministros presentes à posse reforçaram sua convicção de que 2007 representará o início de um ciclo de expansão econômica a taxas mais elevadas. Para a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, a expectativa para este segundo governo é absolutamente otimista.

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