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Oferta de vagas a conta-gotas

15 de julho de 2015

Quem tiver o seu emprego que segure. A oferta de vagas encolhe cada vez mais no país. Segundo os indicadores de mercado de trabalho da Catho-Fipe, o número de vagas ofertadas pelas empresas caiu 14,1% em junho na comparação com o mesmo período de 2014, completando 12 meses de queda no ritmo de contratações. A alta do desemprego pressiona o mercado de trabalho com a maior procura por ocupação. Ao mesmo tempo, a desaceleração da produção faz com que as empresas reduzam os seus quadros à espera da retomada do crescimento econômico. Isso acaba gerando um descompasso entre a maior oferta e a menor demanda de mão de obra.

O Índice Catho-Fipe é construído a partir da captação de vagas geradas no mercado trabalho pela Catho (empresa de seleção de mão de obra) dividido pelas pessoas que procuram emprego no mês. São usados os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Em junho de 2014, o índice foi de 226,42 pontos e caiu para 194,58 pontos em junho deste ano. “O desemprego está subindo porque há uma maior procura de emprego e menos vagas estão sendo geradas”, comenta o economista da Catho-Fipe Raone Costa.

Outro sinal da deteriorização do mercado de trabalho no país é confirmado pela taxa de novas vacâncias. O indicador atingiu 179 pontos em maio, 10 pontos a menos do que em abril, cuja pontuação ficou em 189. Neste caso, os economistas contabilizam as vagas geradas no mês e dividem pela população economicamente ativa (PEA). O índice aponta quantas vagas foram geradas por trabalhador. Costa explica que quanto menor a taxa de vacância, o desemprego é maior. Em maio, por exemplo, foi registrado o menor patamar desde 2012.

Ao comparar o ritmo de abertura de vagas com o aumento do número de pessoas procurando emprego fica mais visível o desaquecimento do mercado de trabalho. Em maio, o Índice Catho-Fipe de Vagas por Candidato atingiu 361 pontos, 27,2% abaixo do valor registrado no mesmo período do ano passado. É o pior desempenho desde a crise financeira de 2008/2009. Segundo Costa, o desempenho negativo significa que nos últimos 12 meses o trabalhador enfrentou cada vez mais dificuldades de conseguir emprego.

Os indicadores de mercado de trabalho Catho-Fipe avaliam como está a situação do mercado de trabalho do ponto de vista da demanda das empresas. “Hoje a briga por uma vaga está mais ferrenha do que no ano passado porque temos mais oferta de mão de obra. A pressão por emprego aumenta, o desemprego cresce, e os salários começam a cair”, resume o economista Raone Costa. Do lado do empregador, a situação é vantajosa porque existem mais trabalhadores com qualificação, que podem ser contratados com menores salários. “Hoje é mais valioso manter o emprego do que fazer barganha por melhores salários.”

Fonte: Diario de Pernambuco

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