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O efeito do dólar no dia a dia

10 de março de 2015

A cotação do dólar comercial a R$ 3,12, ainda no primeiro semestre deste ano, surpreendeu até mesmo a previsão dos pessimistas. E o impacto da alta da moeda americana atinge não apenas os setores produtivos, como as indústrias, mas principalmente os que estão na ponta da cadeia produtiva: os consumidores comuns. Para educadores financeiros, o momento é de enxugar o orçamento e readequar os padrões de vida para não ser vítima do momento de instabilidade econômica. 

“Produtos importados ou que têm insumos e matéria-prima com base no dólar terão seus valores reajustados. Isso significa que vai afetar quase todos os setores da economia, não apenas os importados. Mobilidade, vestuário, alimentação, turismo, tudo sofrerá reajuste. A família brasileira precisa fazer uma faxina financeira”, alerta o educador financeiro Reinaldo Domingos. 

O financista e consultor em finanças pessoais, Diogo Velho Barreto, lembra que a alta do dólar veio num momento de grande instabilidade política e econômica no país, com o aumento da taxa básica de juros, baixo crescimento da economia, problemas fiscais (governo gastando mais do que arrecada) e a crise da Petrobras (que atraía muito capital estrangeiro para o Brasil e agora os investidores têm retirado dinheiro do Brasil). “Esse valor de R$ 3,12 está muito mais alto do que se previa no início do ano. Essa era a cotação prevista para o fim do ano. O cenário brasileiro acelerou esse processo”, explica Diogo. 

Para quem vai viajar para o exterior, a orientação é de ainda mais cuidado no trato com as finanças pessoais. Reinaldo Domingos diz que se a viagem não estiver programada, com passagens compradas e hotéis reservados, o melhor a se fazer é adiar a programação ou mudar o destino das férias. “Mas se a viagem já está organizada, o brasileiro tem que saber que o seu poder de consumo no exterior será menor e terá que fazer uma viagem mais modesta, frequentando lugares mais baratos e evitando gastos extras com supérfluos.”

De acordo com economistas, as viagens para o exterior devem ficar pelo menos 40% mais caras. A estudante Raíssa Barros, 26 anos, desde o ano passado programa as férias de junho de 2015 para a Flórida, nos Estados Unidos. Apesar de já ter comprado as passagens aéreas e quitado a hospedagem, ela já calculou o gasto extra. “Apesar do planejamento, custos a mais estão previstos. Pelo que calculamos, a viagem sairá, pelo menos, R$ 1,5 mil mais caro do que o planejado. Se eu não tivesse com tudo organizado, com certeza adiaria.”

Fonte: Diario de Pernambuco

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