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O alerta amarelo está aceso

5 de junho de 2015

A economia pernambucana se manteve estável no primeiro trimestre de 2015. No período, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 0,6%. Seguindo a tendência dos últimos anos, o desempenho ficou acima da média nacional (-1,6%). Mas há um porém. Pelas estatísticas apresentadas ontem pela Agência Condepe/Fidem, o setor de serviços teve resultado nulo no período. E é justamente este setor o responsável por 70% da economia estadual.

O consumo em baixa associado ao aumento do desemprego são os principais fatores apresentados como reflexos do resultado do setor de serviços. “O comércio está sendo bastante afetado pela crise econômica e isso reflete em diversos outros segmentos”, ressaltou o presidente da Agência Condepe/Fidem, Flávio Figueiredo. Pelo levantamento apresentado, o comércio apresentou uma queda de 3,9% nos primeiros três meses do ano em comparação ao mesmo período do ano passado. O desempenho negativo foi influenciado pelos setores de hipermercado e supermercados e material de construção. 

Com relação à indústria, o estudo aponta um crescimento de 1,7%. Mas o sinal de alerta está no resultado da construção civil, com queda de 5,3%. Segundo o boletim, o resultado é um reflexo da queda da demanda. “Quando a economia desacelera, o primeiro setor que reage é a construção civil. Todo investimento começa por aí. No período, grandes obras estruturadoras foram encerradas, como a da Refinaria Abreu e Lima.”, ressaltou Figueiredo.

Por outro lado, a indústria de transformação registrou uma elevação de 3,5%. Neste caso, o destaque esteve nos produtos alimentícios (16%); perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza e higiene pessoal (9,6%); têxtil e celulose (5%), papel e produtos de papel (0,6%). Em contraposição, influenciaram negativamente os segmentos de metalurgia (-18,4%); outros equipamentos de transporte (-14,9%) e produtos de metal (-8,3%).

A agropecuária foi a que apresentou o melhor resultado nos primeiros três meses deste ano. No período, a alta foi de 8%. O resultado é um reflexo da recuperação do longo período de estiagem que o estado vem enfrentando. Sendo assim, as culturas de sequeiro (típicas do semi-árido), justamente as que sofreram os maiores efeitos da seca, apresentaram resultados positivos, a exemplo do milho (86,1%), feijão (45,1%) e mandioca (15,5%). “Em 2012, houve uma queda de 22%. Foi um índice muito alto, causado justamente pela seca. Então, ainda não houve uma recuperação desta queda mas estamos avançando”, pontuou Figueiredo.

Sobre as expectativas do PIB para 2015, as projeções apontam para um índice similar ao registrado nos primeiros meses deste ano. “Se o Brasil mantiver a projeção entre -1,5% e -2%, nosso resultado deve ficar entre 0% e 0,5%. O mundo voltou a crescer, mesmo que de forma moderada, e teremos reflexo na economia nacional e, consequentemente, na estadual. Por isso, continuaremos acima da média nacional”, enfatizou Figueiredo.

Fonte: Diario de Pernambuco

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