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Novo obstáculo no caminho de Câmara

11 de maio de 2015

Com algumas pendências financeiras a cumprir, o governador Paulo Câmara (PSB) aguarda o fechamento do quadrimestre para saber o que, de fato, poderá atender com os recursos em caixa. O socialista tem repetido que somente a partir daí o governo terá condições de saber o que poderá ou não realizar. Mas uma novidade surpreendeu a equipe econômica do estado. Pela primeira vez nas gestões socialistas – ou seja, desde 2007, primeiro ano do governo Eduardo Campos -, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente ao mês de março foi inferior à do mesmo período do mês anterior. O problema foi detectado justamente na principal fonte de recursos arrecadatórios do estado.

“Em março, o ICMS teve um queda nominal de 2.66%”, informou o secretário da Fazenda, Márcio Stefanni. Esse resultado refletiu diretamente no crescimento da arrecadação do ICMS, que, no primeiro trimestre de 2015, ficou em 3,4%, o menor percentual desde a primeira gestão Eduardo.
Ainda segundo o secretário, a queda registrada em março não era observada na história recente de Pernambuco. Questionado sobre os motivos que contribuíram para este novo cenário, Stefanni apontou a diminuição da atividade econômica no país e a forte desacelaração dos investimentos em Suape. 

O secretário, no entanto, se mostrou otimista com a possibilidade do governo cumprir seus compromissos. Ele citou como exemplo de ações que poderão ajudar na retomada da arrecadação a chegada de investimentos com a fábrica da Terphane, no Cabo de Santo Agostinho, da Itaipava, em Itapissuma, e, principalmente, a instalação da Jeep, em Goiana. “É um empreendimento de R$ 10 bilhões. Não existe nada parecido no região”, disse o secretário, referindo-se à montadora de carros, acrescentando que, por estes motivos, Pernambuco tem uma economia diferenciada dos outros estados.

Para enfrentar a crise, lembrou Stefanni, o governador Paulo Câmara colocou em prática o Plano de Contingenciamento de Gastos (PCG), que tem o objetivo de controlar as despesas internas. Até porque no bimestre deste ano o estado chegou ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O cenário atual, no entanto, não ameaça apenas as contas em Pernambuco. Um levantamento feito pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiespe) mostrou que o mês de março foi o pior dos últimos 10 anos.

Saiba mais

Pendências de Paulo Câmara

Funcionalismo
Reajuste dos salários dos servidores estaduais que têm data-base em junho 

Professores
Reajuste dos professores, depois da promessa de campanha de duplicar os salários em quatro anos.

Valor da folha de pagamento do estado:

R$ 762.135.536,82 (janeiro/2015)

Poder Judiciário Repasse de R$ 103 milhões 

Concursados para chamar neste primeiro semestre

132 Agentes de Segurança Penitenciária:
custo mensal da ordem de R$ 472.724,68

1.108 alunos matriculados no Curso de Formação de Soldado:
(nomeações a partir de março/2015)
custo mensal da ordem de R$ 3.968.022,34

Fonte: Diario de Pernambuco

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