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Nordeste se une e pede mais recursos à União

 

Os nove governadores do Nordeste – região que votou em peso no presidente Lula – se encontram hoje, no Rio Grande do Norte, com os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Educação, Fernando Haddad, e da Integração Nacional, Pedro Brito. Na pauta, pedidos para liberação de mais verbas para a região e a retomada do debate sobre a reforma tributária.

O encontro tem o simbolismo da união dos governadores do Nordeste em torno de temas comuns. Dos governadores, apenas dois não são politicamente aliados ao presidente (Cássio Cunha Lima, da Paraíba, e Teotônio Vilela Filho, de Alagoas, ambos do PSDB), mas também não fazem oposição. Segundo a governadora Wilma de Farias, os assuntos que serão tratados são os problemas comuns da região. A questão da renegociação da dívida, por exemplo, seria tratado individualmente por Estados com maiores problemas de caixa, já que esse não é um problema generalizado.

Uma das promessas do presidente Lula foi a de diminuir as desigualdades regionais e, com esse objetivo, recriou a Sudene, que já foi aprovada em lei mas ainda espera detalhamento. Segundo o secretário de Planejamento de Pernambuco, Geraldo Júlio, que acompanhará o governador Eduardo Campos (PSB), a Sudene foi recriada mas ainda não está definida como ela funcionará. E os Estados cobrarão do governo federal uma maior definição sobre o tema.

Mas o resultado prático que poderá beneficiar Pernambuco na reunião de hoje é a possível inclusão de obras dentro do Programa Piloto de Investimento (PPI). O PPI é uma rubrica especial, dentro do Orçamento da União, que tem suas verbas liberadas com maior folga, sem passar por contigenciamento. O PPI faz parte de um acordo negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para viabilizar a execução de obras sem afetar o superávit primário – dinheiro economizado para o pagamento dos juros da dívida. Ontem, Eduardo Campos fez uma reunião com o secretariado para colher sugestões de obras que vão ser defendidas na reunião de hoje. A recomendação do governador é que os secretários busquem em Brasília verbas para tocar os projetos necessários para Pernambuco.

A prioridade do atual governo são as obras hídricas e recursos para Suape. “Apresentamos ao governador um conjunto de obras importantes, com projetos já prontos. Basta dinheiro que as obras podem ser tocadas”, afirmou o secretário de Recursos Hídricos, João Bosco de Almeida. Entre os projetos apresentados por Bosco estão a conclusão do sistema Pirapama, que demandaria R$ 170 milhões, barragem no Rio Ipojuca, de R$ 50 milhões e as adutoras do Agreste e Pajeú, obras de R$ 400 milhões. Outros R$ 30 milhões poderiam ser investidos num importante programa de eficientização da Compesa.

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