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Microempresários cobram Lei Geral

26 de setembro de 2006

Até o próximo sábado, a Folha de Pernambuco  vai mostrar o atual cenário de diversos setores da economia do País, entre eles, indústria, turismo, saúde, comércio e habitação, trazendo, também, as perspectivas de cada um após as eleições. Duas matérias serão publicadas, diariamente, nesta página, começando, hoje, com os temas microempresas e comércio (varejo e atacado).

 

As micro e pequenas empresas do País precisam de mais atenção por parte dos governantes. A afirmação é do presidente da Confederação Nacional das Entidades de Micro e Pequenas Empresas do Comércio e Serviços (Conempec), José Tarcísio da Silva, que também é presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco (Feamepe). Silva afirma que o setor é responsável por 60% da massa salarial do País. Em Pernambuco, esse índice é de 72%, o que representa cerca de 400 mil empregos diretos.

 

No entanto, os estudos da Feamepe mostram que quase 50% dos micro e pequenos empreendimentos fecham as portas com menos de dois anos de atividade. Com a aprovação da Lei Geral, no Câmara, há quase um mês, o segmento deu um importante passo no sentido de alcançar suas metas, mas a medida precisa ainda ter a aprovação final no Senado.

 

“A Lei Geral é uma luta antiga da categoria, em que as micro e pequenas empresas terão mais acesso ao crédito, desburocratização na abertura das empresas e maior participação nas compras governamentais, entre outros benefícios”, explicou Silva, lembrando que os altos juros ainda representam um empecilho àqueles que buscam um financiamento, assim como a falta de atenção em relação às exportações, quando não é dada ao segmento a isenção de impostos, a exemplo do que ocorre com as grandes empresas.

 

Os pequenos negócios são formados, segundo Silva, por dois motivos: oportunidade e necessidade. Neste último caso, a informalidade é grande e o tempo de vida da empresa é curto. “Esperamos que os próximos dirigentes do nosso País e de Pernambuco sejam mais sensíveis em relação às necessidades das micro e pequenas empresas. Precisamos rever as políticas de flexibilização das leis trabalhistas e acesso à tecnologia, com escolas técnicas e cursos de capacitação, para que os micro e pequenos empresários possam estar cada vez mais aprimorados e competitivos no mercado”, declarou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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