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Mercado de trabalho em baixa

26 de setembro de 2015

A crise econômica e a recessão fazem estrago no mercado de trabalho brasileiro. Em agosto foram eliminadas 86,5 mil vagas com carteira assinada no país, o pior resultado em 20 anos. No acumulado de 12 meses o país perdeu quase 1 milhão de postos de trabalho formais, agravando a situação do brasileiro que busca emprego. Pernambuco reflete a maré baixa nacional e fecha 70,2 mil ocupações formais no ano, a maior perda da Região Nordeste. A construção civil cortou 2.324 postos e o setor de serviços eliminou 1.643 ocupações no mês de agosto. 

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgado ontem mostra que no mês de agosto deste ano foram cortadas 1.920 vagas com carteira em Pernambuco. As maiores perdas de vagas se concentram nos municípios metropolitanos, liderados pelo Recife (2.154), Olinda (905), Jaboatão dos Guararapes (1.078), Cabo de Santo Agostinho (466) e Ipojuca (932). Sinal de que a recessão econômica bateu forte nos grandes centros. O Caged reflete a diferença entre os trabalhadores admitidos e demitidos no mês. 

O corte de empregos com carteira na construção civil se deve à desaceleração da economia e à redução de investimentos públicos e privados. A retração é sentida no setor imobiliário e na paralisação das obras de infraestrutura da União, dos estados e municípios. A queda do consumo das famílias se reflete na eliminação de 250 vagas no comércio. Houve também perdas de 236 ocupações nos serviços de utilidade pública.

Em agosto, a Zona da Mata Norte pernambucana salvou a lavoura com as novas ocupações geradas pelo polo automotivo da Jeep em Goiana. Além disso, a ampliação do polo cervejeiro,. onde se concentram as três maiores fábricas de bebidas do país, gerou 1.953 empregos com carteira em Igarassu. O início da safra da cana-de-açúcar segurou os empregos na indústria de transformação, com a criação de 1.064 postos de trabalho.

O diretor da Escola de Negócios da Faculdade dos Guararapes (FG) Marcos Primo diz que a perda de postos de trabalho com carteira no país em agosto foi menor do que nos meses anteriores. “Os números são negativos, mas pode estar acontecendo a desaceleração da perda de vagas. A aproximação do final do ano e a entrada do décimo terceiro poderão trazer um alento e puxar a contratação de mão-de-obra no setor de serviços e no comércio”, diz.

De acordo com o especialista, Pernambuco tem a peculiaridade de ter perdido postos de trabalho na região de Suape, mas contrabalançado com a Jeep e a instalação do segundo parque de sistemistas e o polo de bebidas, com a criação de vagas nos municípios vizinhos.

Fonte: Diario de Pernambuco

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