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Medo de demissão impulsiona seguro

13 de julho de 2015

O fantasma do desemprego está turbinando o mercado de seguro prestamista ou seguro de proteção financeira. O produto pode ser contratado de forma opcional quando o trabalhador compra um bem financiado ou contrata um empréstimo, além de garantir o pagamento da fatura do cartão de crédito, no caso de demissão sem justa causa. Outra possibilidade é cobrir o cheque especial quando o contratante fica desempregado e perde temporariamente a capacidade de arcar com as despesas financeiras junto ao banco.

Um detalhe: o produto não pode ser comprado diretamente às seguradoras e aos agentes financeiros. O consumidor só tem acesso quando faz uma operação de crédito, ou seja, o financiamento de um bem de curto ou de longo prazo. O advogado Diogo Furtado, do escritório Queiroz Cavalcanti, diz que o beneficiário do seguro é o agente que cedeu o crédito, porque se houver inadimplência, ele não ficará no prejuízo. Nesse caso, o contratante não pode sacar o dinheiro, que é repassado direto pela seguradora para quitar o débito.

Furtado destaca que o contratante dever ter cautela e zelar pela boa-fé. Por exemplo: o trabalhador que está de aviso prévio ou entrou no programa de demissão voluntária (PDV) não terá a cobertura do seguro. “Para ter acesso, basta comprovar que estava empregado e foi demitido sem justa causa, e observar a carência para receber o prêmio. Num momento de crise é interessante porque você não pega no dinheiro, mas se livra da dívida”, diz o advogado. 

Alfredo Lalia, CEO de seguros do banco HSBC, explica que a principal cobertura do seguro de proteção financeira é o desemprego. Aplica-se também nos casos de invalidez temporária ou permanente e morte do contratante. O valor do seguro varia de acordo com o montante da operação de crédito, o prazo do financiamento e a idade do contratante. Em uma simulação feita pelo banco, para uma parcela de financiamento no valor R$ 649,28, o seguro com desemprego ficaria em R$ 27,20. O produto oferecido pelo HSBC cobre até 12 parcelas no crédito parcelado na hipótese de perda de renda.

A técnica da Proteste Associação de Consumidores Gisele Rodrigues faz algumas recomendações antes da contratação do seguro prestamista. Ela orienta a leitura cautelosa das condições do contrato, principalmente as coberturas e as exclusões. Segundo Gisele, em geral, a maioria dos produtos oferecidos no mercado cobre no máximo até seis prestações, prazo estimado para o trabalhador conseguir um novo emprego. Outro detalhe importante é o valor do seguro que vem incluído na parcela do financiamento.

Fonte: Diario de Pernambuco

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