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Marqueteiros se preparam para realidade de 2016

15 de novembro de 2015

Qualquer comentário sobre as crises econômica e política instaladas no país prevê um cenário preocupante para 2016. A expectativa é de que as dificuldades persistam em um ano que terá a eleição municipal como “protagonista”. Os desdobramentos da recessão econômica na campanha ainda não é possível mensurar, mas a missão de blindar os candidatos caberá à equipe de marketing, de quem se espera respostas para “situações que o movimento da política coloca na mesa”, segundo definição do marqueteiro baiano Marcelo Simões.

“O candidato, óbvio, maior interessado na eficiência da campanha, quer saber o que ele deve fazer diante de uma situação adversa. E nem sempre esse profissional de comunicação (o marqueteiro) tem essa resposta. Vivi isso aí em Pernambuco”, disse Simões referindo-se à campanha do então candidato do PTB ao governo do estado, senador licenciado e atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto.

Marcelo Simões reconhece a crise vivida pelo Brasil, mas argumenta que a eleição para prefeito é “substancialmente diferente” da disputa para presidente e governador. “A leitura e os interesses do eleitor são outros. Não é emprego, a inflação ou as demandas morais. Ele quer saber quem tem mais capacidade de tirar o lixo da sua porta, melhorar o transporte, o trânsito, tapar buracos da rua, abrir uma vaga na creche para o seu filho, um posto de saúde e por aí afora”, destacou.

O jornalista e marqueteiro Edson Barbosa fez avaliação parecida. “A eleição municipal reflete o dia a dia da comunidade. Mas é preciso esperar chegar mais perto. De repente os ventos mudam”, observou. Ele avaliou que a crise levou a população a desacreditar na classe política. “Agora, a eleição ainda está muito longe. O cenário está indefinido. Falta dinheiro. Falta linha política. A tendência é que a disputa seja mais fiscalizada e mais curta”, previu.

Marcelo Simões também ressaltou que a campanha de 2016 será de poucos recursos. “E aí vai prevalecer a criatividade. Acredito que a internet será o campo mais fértil para esse exercício. Até porque o horário eleitoral já não é mais fator determinante no resultado da eleição. O cidadão tem outras opções de informação”, pontuou.

O consultor político Vitor Carvalho, no entanto, alerta que a campanha pela internet foi evoluindo nos últimos cincos anos e que hoje o custo para realizar o trabalho online é bem alto. “Em 2010, a internet já passou a funcionar como um setor. Na campanha de 2012, foram destinados mais recursos e havia uma preocupação estratégica. O volume de recursos que a internet consome não é baixo. Até porque a produção é grande e envolve uma equipe de jornalistas, produção, arte e coordenação”.

Vitor lembrou, ainda, que a próxima eleição vai sofrer modificações em razão da nova legislação. “Ela será mais curta. Foi reduzida em 10 dias. Em contrapartida, a chapa majoritária terá uma propaganda de 35 dias corridos. Isso é importante porque a televisão e o rádio ainda são os dois principais veículos de divulgação”, reconheceu.

Saiba mais

Novas regras para 2016

Reduziu de 45 dias para 35 dias a propaganda no rádio e na TV

Inicio: 
dia 26 de agosto

Haverá guia eleitoral de prefeito todos os dias de segunda a sábado. Até 2012 era em dias alternados com os vereadores

A divisão dos 70 minutos será de 60% para os candidatos a prefeito (42 minutos) 
e 40% para os vereadores, que perdem no programa (guia)

O tempo total da propaganda eleitoral diária será de 10 minutos (para todos 
os candidatos). Até a eleição passada, eram 30 minutos. Ou seja, aumentou a frequência e reduziu o tempo dos programas

Já os comerciais tiveram um grande aumento. Ao invés dos 30 minutos diários (para todos os candidatos), serão 70 minutos diários (de segunda a domingo), em inserções de 30 ou 60 segundos

Ficou proibida a pintura de muro, bandeiras e cavaletes. Só poderá ser fixada em residências propaganda em papel ou adesivo limitado a meio metro quadrado (eram 4 metros quadrados até a última eleição)

O tempo de rádio e TV das coligações será definido pela soma dos seis maiores partidos, o que diminui o poder de barganha dos partidos de menor expressão. A nova legislação legaliza a pré-campanha nos seis meses anteriores ao período oficial, o que fortalece ainda mais o papel da internet

Fonte: Diario de Pernambuco

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