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Marcha prega novo pacto e critica Dilma

28 de maio de 2015

Revisão do Pacto Federativo, ajuste fiscal e muita crítica ao governo federal marcaram o penúltimo dia da Marcha em defesa dos Municípios, em Brasília. Tanto os prefeitos quanto os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que os receberam, não pouparam a presidente Dilma Rousseff e as medidas incluídas do ajuste. Cunha e Renan prometeram colocar na pauta do Congresso as propostas da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre o assunto.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), que acompanhou o evento durante todo o dia, defendeu uma maior distribuição de recursos. Ele chegou à marcha acompanhado do prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Amupe, José Patriota (PSB). A capital pernambucana, que já era filiada à Amupe, protocolou ontem sua filiação à CNM. “É preciso rever a distribuição do bolo tributário para União, Estados e municípios. Nos últimos 25 anos, as responsabilidades atribuídas aos municípios só fizeram crescer, enquanto os recursos só se concentraram no governo federal”, criticou Geraldo. Para ele, a melhor informação da marcha é o sinal verde dado pelo Congresso para algumas medidas em prol dos municípios, que tramitam na Câmara e no Senado.

Patriota discursou representando o Nordeste, priorizando os problemas com a seca. E o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) afirmou que o relató- rio do Pacto Federativo deverá ser votado até o fim do semestre.

PACTO

Com críticas à condução da economia pelo governo federal, Eduardo Cunha prometeu colocará em votação, ainda neste ano, várias propostas relacionadas ao fortalecimento do pacto federativo. Entre as medidas, segundo ele, está a Proposta de Emenda à Constituição 172, que proíbe a União de ampliar despesas de Estados e municípios com programas federais sem que haja repasse correspondente de recursos. Aos prefeitos, Cunha disse que eles não podem ser responsáveis pelos erros cometidos pelo governo federal.

EMBUSTE”

Em rota de colisão com o governo federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aproveitou a plateia da Marcha dos Prefeitos para criticar o que chamou da crescente centralização dos recursos pela União. Para agradar seus expectadores, Renan prometeu acelerar a votação de projetos que garantam mais recursos para os municípios. Um dia depois de o Senado aprovar a primeira medida provisória do ajuste fiscal, Renan também voltou a criticar as medidas, que chamou de “embuste fiscal”. 

Fonte: Jornal do Commercio

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