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Mantega diz que aumento maior desequilibra contas
3 de agosto de 2006
BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a criticar ontem o reajuste de 16,67% que a oposição tenta dar para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo – o governo federal já concedeu aumento de 5% para a categoria. “Todo mundo exige que haja responsabilidade fiscal, o equilíbrio nas contas públicas. Mas esse reajuste desequilibra as contas, a Previdência”, disse o ministro. Segundo ele, se o aumento de 16 67% fosse aprovado, a Previdência Social teria uma despesa adicional de R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões por ano. “Não podemos nos defrontar com esta despesa adicional de grande magnitude, que não estava contemplada”, afirmou o ministro ontem, após reunir-se, em separado, com os presidentes da Câmara e do Senado além de líderes dos partidos no Congresso Nacional.
Guido Mantega disse que da forma em que estava, a MP era inconstitucional, por criar uma despesa sem previsão de receita.
OPOSIÇÃO – O líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), classificou de arbitrária e autoritária a decisão do governo de editar uma nova medida provisória para reajustar as aposentadorias, impedindo o Congresso de votar a MP que está aguardando deliberação dos deputados.
“O governo toma um decisão e não deixa que a população, por meio de seus representantes, se manifeste. Quer tutelar o parlamento”, protestou Maia. Segundo ele, o governo quer impedir que os eleitores conheçam o que pensam seus representantes antes das eleições.
Fonte: Jornal do Commercio
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