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Mais verde nos telhados do Recife

18 de novembro de 2014

Se o Projeto de Lei 67/2013 for aprovado hoje pela Câmara Municial de Vereadores, o Recife estará mais perto de diminuir a quantidade de carbono no ar. A proposta em questão, de autoria do Poder Executivo, vai determinar a adoção de telhados verdes na construção de novos residenciais com mais de quatro pavimentos, além de empreendimentos não habitacionais com mais de 400 m2 de área coberta. 

O projeto de lei também prevê a obrigatoriedade de construção de reservatórios pluviais, os “piscinões”, em novos empreendimentos com áreas acima de 500 m2, edificadas ou não, que tenham 25% do seu terreno impermeabilizado. Para a presidente do Instituto Pelópidas Silveira, Evelyne Labanca, essas medidas trazem diversos benefícios para a qualidade ambiental da cidade. “No caso do teto verde, ameniza os efeitos das ilhas de calor, produz mais oxigênio e absorve água da chuva, que se acumularia causando alagamentos”, afirma Labanca. 

Sobre os reservatórios pluviais, o vereador Jurandir Liberal (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa, diz que os edifícios causam impacto na infraestrutura urbana e por isso há a necessidade de oferecer uma contrapartida que minimize os efeitos impermeabilizantes do concreto. 

Edifícios antigos também poderão adotar as novas medidas. “A legislação oferece duas opções: a reutilização ou o retardo de água. No primeiro caso, o investimento é maior porque o condomínio terá que investir em um sistema de tratamento da água pluvial. No segundo, o reservatório acumulará a água da chuva para liberá-la aos poucos, evitando alagamentos.” Segundo o vereador, os “piscinões” ficam localizados no subsolo das vias, retendo a água pluvial, desafogando o sistema de drenagem. 

No Recife, poucos lugares têm reservatório de contenção de alagamento. É o caso da Rua Santo Elias, Espinheiro, que tem capacidade para 201 m3 de água. “Antigamente, se chovesse um pouco, a Santo Elias e a Conselheiro Portela alagavam. Agora, quando chove muito, só 10% da água ficam empoçadas”, avalia o taxista Josenildo Gomes, 49, que há 14 anos tem ponto no local.

O telhado verde também ainda não é prática comum no Recife. Segundo Catarina Durães, proprietária da Ecogreen, que participou das discussões, alguns edifícios apresentam a guarita ou a laje de uma área, geralmente de lazer, com gramado. É o caso do novo hotel Courtyard By Marriot, em Boa Viagem, que adotou o telhado verde na laje da casa de máquinas e na área de lazer da cobertura do prédio. 

Saiba mais

Telhado verde?

O que é?

É uma camada de vegetação aplicada sobre a cobertura das edificações, como também sobre a cobertura da área de estacionamento e piso da área de lazer. 

Benefícios

Redução das ilhas de calor

Absorção de parte do escoamento superficial da água da chuva

Melhora o microclima local Incrementa a qualidade estética do edifício (comercial ou  residencial)

Absorve a luz dos raios solares

Reduz em até 8ºC a temperatura do pavimento logo abaixo do telhado verde

Dá maior durabilidade da impermeabilização da estrutura da laje

Transforma o dióxido de carbono em oxigênio

Usos

Gramado comum
Jardim decorativo
Horta urbana comunitária para os condôminos
Pomar comunitário para os condôminos

Reservatórios pluviais

O que são?

Popularmente conhecido como piscinões, acumulam as águas 
da chuva para reaproveitamento com fins não potáveis ou acúmulo para posterior descarga na 
rede pública. 

Benefícios

Desafogar o sistema de drenagem

Reduzir os alagamentos

Reutilização das águas da chuva para diversas atividades, diminuindo o consumo de água. 

Fontes: PL 67/2013; Catarina Durães, proprietária da Ecogreen; Emlurb; e Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal do Recife.

Fonte: Diario de Pernambuco

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