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Mais tempo para a aposentadoria

2 de dezembro de 2014

O aumento da expectativa de vida de 74,6 anos para 74,9 anos pela nova tábua do IBGE-2013 fará com que o brasileiro trabalhe em média quase dois meses a mais, para fugir da perda de renda na aposentadoria. Pelos cálculos da Conde Consultoria Atuarial Ltda, o segurado da Previdência Social em condição de pendurar a chuteira deverá esperar até fevereiro de 2015. Uma forma de driblar a redução média de 0,65% do benefício provocada pelo fator previdenciário. Pela nova tabela, o homem de 55 anos e 35 anos de contribuição que ganha o teto de R$ 4.390,24 do INSS, só vai receber R$ 3.074,03 ao se aposentar.

Os cálculos foram feitos pela Conde Consultoria Atuarial Ltda utilizando as tábuas de expectativa de vida 2012 e 2013 do IBGE. A nova tábua será utilizada pela Previdência Social para calcular o valor da aposentadoria, a partir deste mês até dezembro de 2015. Quem se aposentou até sexta-feira passada pegou o fator previdenciário anterior. De acordo com o consultor atuarial Newton Conde, para estancar a perda o trabalhador deverá segurar a aposentadoria por dois meses. É exatamente o tempo médio de 58 dias que o INSS vai pagar a mais o benefício, com o aumento da expectativa de vida. 

A fórmula do fator previdenciário leva em conta a idade do beneficiário e a expectativa de vida. Segundo o consultor, a intenção da Previdência Social é colocar a pessoa para trabalhar cada vez mais, para ter uma renda maior quando se aposentar. Ele explica que a cada ano que passa o valor do benefício do INSS é achatado. Em 2012 a perda média foi de 1,67% e de 0,65% em 2013. Para avaliar quem perde mais e quem perde menos tem que ser considerada a média salarial de cada trabalhador. 

A Conde Consultoria Atuarial Ltda fez algumas simulações para estimar a perda no valor do benefício com a nova tábua de vida do IBGE. A redução maior de 1,30% ficou na idade de 69 anos, considerando o benefício que seria pago sexta-feira passada e agora com o novo fator previdenciário. Se for considerado o valor nominal, quem ganha mais perde mais e quem tem renda menor perde menos com a mudança da tabela do fator.

Segundo Conde, a mulher sofre perda maior na renda do que o homem porque tem o bônus de cinco anos e pode se aposentar com 30 anos de contribuição. Por exemplo: uma mulher com 53 anos e 30 de contribuição perde em média 41%. Já o homem com 54 anos e 35 de contribuição tem uma redução em média de 32% no valor do benefício. Por isso, cresce o número de brasileiros que se aposentam e continuam no batente. “Quando completam as condições de aposentadoria, as pessoas pedem o benefício para ter uma renda maior e ficam no trabalho”, indica o consultor.

Fonte: Diario de Pernambuco

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