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Mais cautela para 2016
4 de setembro de 2015Em um cenário adverso em razão da crise financeira enfrentada pelo país, o governador Paulo Câmara (PSB) prevê um orçamento mais realista para 2016. O socialista disse ontem que o governo não pode cometer “o mesmo equívoco de 2015”, quando a administração estadual teve uma “frustração” de quase R$ 1 bilhão na receita prevista para este ano. “Vamos mandar uma proposta orçamentaria com o pé no chão”, afirmou o socialista, depois de participar do lançamento da campanha Mais Mulheres na Política, no Palácio do Campo das Princesas.
Quando questionado sobre a possibilidade de o Poder Judiciário aumentar o orçamento de 2016, Câmara falou da Lei Orçamentária Anual (LOA), que deverá ser enviada à Assembleia Legislativa até 5 de outubro. Ele explicou que o governo já repassou aos poderes o valor exato do crescimento da receita e que isso vem sendo feito ao longo dos anos. “É óbvio que 2016 será um ano desafiador. Os prognósticos econômicos são muito difíceis”, ponderou.
O socialista, no entanto, deixou claro que, “se o ambiente for favorável” e as projeções da receita forem superiores ao que está no orçamento, o governo vai ter “total capacidade” de ouvir e ver como reajustar não apenas o orçamento dos poderes, mas também da saúde, educação e segurança.
Ele disse, inclusive, não ter conversando com os representantes do Judiciário porque a LOA ainda não foi elaborada. “Tivemos uma discussão no início deste ano. Mostramos todo o quadro de dificuldades que se projetava naquele momento e isso se concretizou até com mais dificuldades. Não fizemos nenhum tipo de ajuste no duodécimo dos poderes este ano, em virtude da frustração de receita, apesar da Lei de Responsabilidade Fiscal permitir. Então isso mostra a nossa capacidade de sentar com transparência para mostrar os números e buscar construir um orçamento que seja compatível com a realidade e atenda aos anseios da população e dos poderes”, frisou Paulo Câmara.
Mulheres
O governador assumiu o compromisso de atuar em favor da PEC 98, conhecida como PEC Mulher, uma proposta de emenda à Constituição que prevê a reserva de 10% das cadeiras do Congresso Nacional para as mulheres. A campanha Mais Mulheres na Política é liderada pela deputada federal e presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), que ontem participaram do lançamento da mobilização no Recife.
Fonte: Diario de Pernambuco
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