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Lyra sai em defesa do Governo
16 de janeiro de 2007
Ao saber da nota enviada às redações do Governo Jarbas/ Mendonça, o vice-governador João Lyra Neto (PDT) rebateu a postura dos adversários, considerando-a “precipitada”. “O correto seria esperar a divulgação dos dados e, encontrando alguma informação errada, contestar. O governador Eduardo Campos (PSB) deixou claro que, depois de declarado vencedor das eleições, iria descer do palanque e cuidar do Governo. É isso que ele está fazendo”, disse. O diagnóstico da situação financeira de Pernambuco será apresentado hoje, às 14h, pela Secretaria da Fazenda e a Controladoria Geral do Estado, durante reunião do secretariado com o governador, no Palácio das Princesas.
Segundo adiantou o controlador Ricardo Dantas, no início da noite de ontem, o cenário é “pior do que se pensava”. Ele argumentou que para o saldo encontrado em caixa, no último dia 2 de janeiro, há uma série de compromissos que foram deixados pela última gestão, o que não daria margem para a nova administração decidir sobre futuros investimentos. O secretário da Fazenda, Djalmo Leão, garantiu que nada será inventado. “Vamos mostrar os números reais. Não vamos inventar nada”, assegurou. A apuração dos dados se estendeu pela noite de ontem. A maior dificuldade era a totalização do que falta ser pago.
Também rebatendo a nota do Governo Jarbas/ Mendonça, o deputado estadual João Fernando Coutinho (PSB) foi sucinto. “Li de ponta a ponta as duas laudas do texto e fiquei sem saber quanto eles deixaram na conta única do Estado. É isso que Pernambuco vai saber amanhã (hoje)”, comentou o socialista.
Mais cedo, Eduardo Campos alfinetou o Governo anterior, por não ter entregue todas as informações na época da transição. “Uma parte da tarefa de quem chega é fazer todo um levantamento da situação disponível e quais são as perspectivas. Não queremos transformar isso em nenhum debate desnecessário, que fragmente o Estado. Isso poderia estar vencido se no dia 31 fosse apresentada a situação”, disse, no início da tarde, no Palácio.
Projetos aprovados sem polêmica
Nem começou a legislatura em que o governador Eduardo Campos (PSB) terá maioria e os agora governistas já estão reeditando o “rolo compressor” da era Jarbas/Mendonça na Assembléia Legislativa. Ontem, na primeira sessão plenária da convocação extraordinária, a reforma administrativa e a indicação dos administradores de Fernando de Noronha, Romeu Neves Baptista e da Arpe, Ranílson Ramos, foram aprovados com maioria de votos pelos 38 parlamentares presentes a Casa de Joaquim Nabuco.
Tentando se antecipar ao anúncio da situação financeira deixada pelos representantes da União por Pernambuco, marcado para hoje, o ex-líder do governo Jarbas/Mendonça, deputado Pedro Eurico (PSDB) ocupou a tribuna para criticar a criação de nove secretarias especiais. “Essa Casa acaba de aprovar por unanimidade a criação de nove secretarias. Se o Estado estivesse inadimplente, teriam era que fazer o enxugamento da máquina. Agora, amanhã (hoje) não me venham falar de herança maldita”, disparou o tucano, acrescentando que o novo governo criou uma secretaria de administração quando a máquina administrativa está subordinada a Secretaria de Planejamento e Gestão.
“Agora me diga, essa Secretaria de Administração vai fazer o que? Ficar só pagando aposentados e pensionistas é?”, questionou. Pedro Eurico levantou ainda a participação de funcionários da Secretaria da Fazenda na Controladoria Geral do Estado que o novo governador pretende criar. “Esses fiscais que venham a integrar a controladoria vão ter vencimento integral”.
Fonte: Folha de Pernambuco
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