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Línguas de fogo

 

A lenha e o carvão são dois combustíveis energéticos tão antigos quanto à própria humanidade. Mas para isso é preciso devastar a mata e utilizar a lenha ou transformá-la em carvão. Desta forma, apenas no Sertão, as “línguas de fogo” consumiram 30% da cobertura vegetal em apenas dez anos. Agora, na zona urbana, um projeto do deputado Pedro Eurico quer proibir o uso de lenha originária de manguezais, caatinga e da Mata Atlântica, por parte de padarias, bares, restaurantes, indústrias e outros estabelecimentos. A alegação do empresariado é que este tipo de insumo representa uma economia de 90% quando em comparação com a energia elétrica. No Sertão, mais especificamente no Pólo Gesseiro do Araripe, a alegação é que a carga tributária da matriz energética chega a 40% sobre o preço final do gesso, um produto de baixo valor agregado. O óleo BPF chega a ser cinco vezes mais caro que a lenha, sem contar que não existe oferta de gás natural. A iniciativa do deputado é boa. Resta saber quem vai fiscalizar o seu cumprimento, caso venha a ser aprovada pela Assembléia. Afinal de contas, já existem leis de proteção ambiental. O que falta é o seu cumprimento e sua fiscalização, bem como alternativas viáveis para impedir o avanço progressivo das fogueiras sobre as matas pernambucanas.

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